27 de ago de 2016

Conte a Sua História

Olá! Espaço novinho aqui no blog para você contar a sua história com as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), porque quem tem DII certamente tem muita coisa para contar.

As DII (Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa) são doenças autoimunes, crônicas, sem cura, têm um grande impacto no bem estar e qualidade de vida das pessoas, da família e do seu círculo social. Provocam dores abdominais, sangramentos, fístulas, estenoses e alguns ainda sofrem com outros problemas extaintestinais, as famosas Manifestações Extarintestinais (MEI). Já escrevi aqui no blog sobre as MEI nesse link: www.farmale.com.br/2016/08/manifestacoes-extraintestinais-das.html. O intestino é o foco, mas quando ocorrem as MEI, os órgãos mais afetados são a pele, articulações, olhos e fígado.

São tantas as pedras que podem sugir no nosso caminho... a cura para a Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa ainda não existe, mas os tratamentos podem ajudar muito no controle dessas doenças e nos propiciar períodos de remissão. Alguns ainda não tiveram a oportunidade de experimentar a remissão, outros já experimentaram e podem ter muita esperança para compartilhar em palavras.

Conte a Sua História é um espaço que podemos chamar de divã onde você pode desabafar escrevendo sobre as suas experiências, as dificuldades, as soluções que você descobriu, suas observações sobre a sua vida após o diagnóstico com a doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa.

Sigmund Freud, criador da Psicanálise, disse certa vez: “A ciência moderna ainda não produziu um medicamento tranquilizador tão eficaz como são umas poucas palavras boas”. Tem hora que o sentimento e as emoções pedem para serem ditos, entendidos, traduzidos e então, escrevendo pode ajudar muito. Melhor mesmo seria buscar ajuda com um Psicólogo, mas nem sempre isso é possível. Experimente exorcizar os sentimentos ruins pela palavra. Expressar tranquiliza-a-dor. 

A sua história pode ajudar a diminuir o preconceito daqueles que sabem muito pouco sobre as DII, ou aprenderam de maneira errada sobre as DII.

Quando escrevemos sobre as nossas experiências podemos perceber o quanto fomos forte e corajosos em algumas situações e assim, escrevendo, renovamos nossa força e coragem para o que vier.

Tenha certeza que a sua história estará ajudando alguém, não importa se o enredo é triste ou feliz, a sua história é um relato de situações que podem ajudar outra pessoa que está se sentindo perdida e sozinha nessa jornada. 

A sua história pode ser um incentivo e inspiração para muitas pessoas! Uma terapia eficaz que beneficia muitas pessoas, inclusive você. Encontrar outras pessoas com os mesmos problemas e que, em muitos casos, os resolveram, pode ajudar bastante também no processo de adaptação à doença.

Criei um formulário bem simples para você compartilhar a sua história e se você já se animou em contar,  o link é esse aqui: www.farmale.com.br/p/conte-sua-historia.html. Pode compartilhar uma foto sua também!

Caso você queira compartilhar em outro momento a sua história, pode clicar na imagem à esquerda do blog ou na aba na parte de cima do blog onde está escrito: Conte Sua História. 

Essa é a imagem:



Para ler os depoimentos você pode clicar em Depoimentos na parte de cima do blog também, e o link é esse aqui: www.farmale.com.br/search/label/ConteSuaHistoria



Essa é a imagem da parte de cima do blog com as abas. Para compartilhar seu depoimento, você clica em Conte Sua História que abrirá o formulário, neste você também tem a opção de enviar uma foto. Para ler os depoimentos você clica em Depoimentos.

Plante coisas boas e colha bons frutos

26 de ago de 2016

Temos a nossa própria luz



O Sol é um lembrete 
diário de que nós também 
podemos nos lenvantar 
após a escuridão e que 
também temos 
nossa própria luz.

25 de ago de 2016

FISSURA ANAL – TRATAMENTO E SINTOMAS

Esse foi um dos primeiros sintomas de que eu tinha doença de Crohn. Vira e mexe estava eu lá no consultório com fissura anal. Gente, dói muito e eu ficava com medo de evacuar, pois sabia que ia doer, então prendia até não aguentar mais. Essa "tática" era pior... pois as fezes ficavam ressecadas, mas eu não sabia disso na época. Tem uma explicação para isso no texto compartilhado mais abaixo, vou marcar com a cor azul.

A melhor coisa é o banho de assento, é chato, dá preguiça, mas dá super certo. Até mesmo uma duchinha com água quente no banho já ajuda bem. Fiz muito banho de assento depois das minhas cirurgias, pois na primeira devido a retirada de parte do intestino, levou um tempo para o meu organismo se adaptar, então tinha diarreias constantes. Na segunda cirurgia com a retirada da vesícula biliar, também rolou bastante diarreia que fomos controlando com Questran Light e para a irritação no ânus o eficiciente banho de assento e pomada Hipoglós e Procto Glyvenol (creme e supositório). 


Dica para o uso de pomadas/cremes para a região anorretal:

  • Primeiro lave com água morna e seque a região anal
  • Aplique uma pequena quantidade de creme ou pomada na área externa e massageie delicadamente
  • Após a aplicação lave bem as mãos

    Caso o médico recomende que o medicamento seja aplicado no reto:
    • Antes de inserir o aplicador, passe um pouco da pomada ou creme para lubrificar e anestesiar (quando a pomada tiver anestésicos na formulação) a região
    • Coloque a ponta mais larga do aplicador no tubo da pomada e depois introduza a ponta mais fina do aplicador no reto
    • Esprema o tubo com cuidado para liberar o creme
    • Antes de guardar a pomada, remova a ponta do aplicador e o lave com água quente e sabão caso este não seja descartável
    • Após a aplicação lave bem as mãos


    Observação: Algumas pomadas ou cremes podem vir com uma determinada quantidade de aplicadores para o tratamento, sendo assim você deverá descartar cada aplicador após o uso. Quando na embalagem vier somente um aplicador, você deve lavá-lo sempre após o uso com água e sabão. Leia a bula para seguir as informações de forma correta, consulte seu médico surgindo qualquer sintoma. Dúvidas com a leitura da bula? Consulte o médico ou farmacêutico para lhe auxiliarem. 

    As medicações que citei aqui, foram prescritas pelo médico que me acompanha, citei os nomes aqui para que você possa verificar com o seu médico se podem ser soluções para você. Usar medicações sem orientação pode ser perigoso para sua saúde, pode mascarar sintomas e adiar o diagnóstico de algum problema mais sério.

    Compartilho aqui com você algumas informações sobre a fissura anal. Escolhi como fonte de consulta o site MD Saúde:

    A fissura anal é um pequeno rasgo na pele ao redor do ânus, que pode surgir após traumas, como a passagem de fezes duras e/ou grandes durante uma evacuação. A fissura anal costuma ocorrer em pessoas de meia idade, mas também é uma causa comum de sangramento retal em bebês.

    Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre fissura anal:

    • Causas da fissura anal
    • Sintomas da fissura
    • Tratamento da fissura anal

    Como surgem as fissuras anais?

    A maioria das fissuras anais surgem após um trauma, geralmente um esgarçamento do ânus. A causa mais comum são fezes volumosas e endurecidas, que provocam um estiramento além do limite da mucosa anal durante a evacuação. Outras causas são o sexo anal ou introdução de objetos de grande diâmetro pelo ânus. Diarreia prolongada pode causar irritação e lesão da mucosa anal , facilitando o surgimento de fissurasPaciente com antecedentes de outras lesões no ânus, como hemorroidas ou fístulas anais também apresentam maior risco. Mulheres podem desenvolver fissuras após um parto normal.
                                                                                          
    A fissura anal ocorre habitualmente em pessoas sem outros problemas de saúde, mas pode ser também uma complicação de algumas doenças, como tuberculose anorretal  (leia: Tuberculose | Sintomas e tratamento), Doença de Crohn (leia: Doença de Crohn | Retocolite Ulcerativa) ou leucemia (leia: Leucemia | Sintomas e Tratamento).


    Lembra que escrevi sobre a minha "tática" (totalmente errada) de prender até não aguentar mais para evacuar? Isso agrava mais ainda a situação, leia aqui o que acontece:


    O grande problema da fissura anal é o fato dela ser um processo de agressão cíclica. A lesão da musosa faz com que o esfincter do ânus involuntariamente sofra um espasmo, impedindo que o mesmo relaxe. Essa contração do ânus provoca mais esgarçamento da fissura, dificultado a cicatrização da ferida. O espasmo anal, associado à dor ao evacuar, agrava a prisão de ventre. Quando o paciente finalmente consegue evacuar, as fezes estão volumosas e ressecadas e precisam vencer a resistência de um ânus, que tem dificuldade em relaxar. Tudo isso provoca ainda mais lesão da mucosa e perpetuação da fissura no ânus. Os pacientes que entram neste ciclo vicioso costumam desenvolver fissuras anais crônicas, pois o espasmo anal prolongado, além de facilitar o trauma repetitivo, ainda causa compressão dos vasos sanguíneos que irrigam a região do ânus, provocando uma isquemia desta região. As fissuras anais crônicas são aquelas que duram mais de 6 semanas e não cicatrizam sem tratamento médico.

    Sintomas da fissura anal

    As fissuras anais costumam surgir no tecido que reveste o ânus e o canal anal, uma mucosa chamada anoderma. Ao contrário da pele, o anoderma não tem pêlos, glândulas sudoríparas nem glândulas sebáceas. Por outro lado, esta região é riquíssima em nervos responsáveis pela transmissão das sensações de tato e dor, o que explica por que as fissuras anais são tão dolorosas.

    A fissura anal tem a aparência de um corte ou laceração na região do ânus. Se você imaginar o ânus como um relógio de ponteiros, com o paciente deitado de barriga para cima, as fissuras costumam ser uma laceração na direção vertical, que ocorre às 6h ou às 12h, como nas fotos abaixo. Fissuras fora desta localização costumam ser causadas por alguma outra doença.

    No site MD Saúde tem uma foto real de um paciente com fissura anal, está em tamanho reduzido lá e eu preferi não compartilhar a imagem aqui para evitar constrangimento em alguns. Clique no link caso você queira visualizar a foto: http://goo.gl/a4Wj3u

    O principal sintoma da fissura anal é a dor ao evacuar, que costuma ser muito intensa e pode durar por algumas horas após o fim da evacuação. A dor é tão forte que o paciente começa a ter medo de evacuar, o que pode piorar a constipação intestinal e tornar as fezes ainda mais duras e volumosas. Em 70% dos casos também ocorrem sangramentos após a evacuação, que costumam ser de pequena quantidade. Podem haver pequenas gotas de sangue no vaso sanitário, mas o mais comum é o sangramento apenas sujar o papel higiênico. A fissura anal também pode provocar coceira e sensação de irritação na região anal.

    A fissura no ânus pode ter sintomas muito parecidos com os das hemorroidas, porém o sangramento da fissura costuma ser menor e a dor mais intensa (leia: Hemorroida | Sintomas e tratamento). De qualquer modo, o especialista para ambas as lesões é o proctologista, que através do exame da região anal saberá facilmente diagnosticar a causa da sua dor. Na maioria dos casos não é preciso realizar toque retal para diagnosticar uma fissura anal.


    Fonte: Steady Health


    Tratamento da fissura anal

    O tratamento da fissura anal visa o controle da dor e a cicatrização da laceração. Nos casos de fissuras anais pequenas, a cura geralmente ocorre de modo espontâneo após alguns dias, mas o tratamento médico pode acelerar este processo além de aliviar a dor.

    O tratamento inicial pode ser caseiro, com banhos de assento com água morna três vezes por dia, aumento da ingestão de fibras e uso de laxantes para diminuir a rigidez das fezes.

    Existem algumas pomadas para fissura anal que podem ser usadas. Pomadas à base de nitroglicerina ou nifedipina ajudam a dilatar os vasos anais, aumentando o aporte de sangue e oxigênio para a região da fissura, o que favorece sua cicatrização. A nitroglicerina também ajuda a relaxar o esfincter anal, diminuindo o esgarçamento da fissura e facilitando o ato de evacuar. As aplicações de nitroglicerina podem causar dores de cabeça e tonturas como efeito colateral. Os pacientes devem evitar o uso de medicações para impotência, como viagra, durante o tratamento com nitroglicerina (leia: Remédios para impotência).

    Pomadas com anestésicos também podem ser usadas antes de cada evacuação para reduzir a dor, mas estas, sozinhas, não ajudam na cicatrização

    Cerca de 90% das fissuras no ânus cicatrizam com medidas conservadoras, como as descritas acima.
    Nos casos que não melhoram pode-se tentar o uso da toxina botulínica (Botox), que ajuda a relaxar o esfincter anal, reduzindo o estiramento da fissura (leia: Botox | Aplicações e complicações). O Botox pode causar como efeito secundário a perda temporária da continência fecal, podendo haver pequenas perdas de fezes durante 2 ou 3 meses, tempo de ação da toxina.

    Cirurgia para fissura anal

    A cirurgia é geralmente reservada para pacientes com fissura anal que tentaram tratamento clínico por pelo menos um a três meses sem sucesso. O procedimento de escolha é chamado esfincterotomia lateral interna, uma pequena incisão capaz de provocar o relaxamento do esfíncter anal. A cirurgia é bem simples e o paciente na maioria das vezes volta para casa no mesmo dia, podendo retornas às atividades normais dentro de uma semana.

    A principal preocupação com a cirurgia é o desenvolvimento da incontinência anal, que pode incluir incapacidade de controlar a saída de gases intestinais, escape fecal leve ou mesmo perda de fezes sólidas. Algum grau de vazamento das fezes pode ocorrer em até 45% dos pacientes durante os primeiros dias de pós-operatório. No entanto, essa incontinência pós-cirúrgica raramente é permanente.

    Fonte: MD Saúde

    Vídeo sobre fissura anal:





    Pode ser útil: 



    O Farmale é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre de temas relacionados com saúde, nutrição e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

    Oncofitness - atividade física para pacientes oncológicos: Prebióticos e Probióticos - suas funções no combate ao câncer de cólon

    "Prebióticos
    são componentes alimentares cuja função é melhorar o crescimento de
    probióticos, ou seja, de microrganismos intestinais benéficos para a saúde.

    (...)

    No câncer de cólon, alguns estudos indicam que o consumo de fibras está
    inversamente proporcional à sua incidência, ou seja, populações que sabidamente
    tem um alto teor de fibras na dieta estão menos expostas ao risco de
    desenvolver esse câncer, através da redução das criptas aberrantes, da redução
    de pH, do aumento de frequência e volume das fezes, diminuindo o contato da
    mucosa intestinal com substâncias carcinogênicas."

    24 de ago de 2016

    Medicamentos estão mais eficazes, mas menos acessíveis

    Em alguns casos, o tratamento de um único paciente chega a custar R$ 600 mil.


    Um dos principais desafios no financiamento da assistência oncológica na rede pública é o alto preço cobrado pelas drogas mais inovadoras contra a doença. Em alguns casos, o tratamento de um único paciente chega a custar R$ 600 mil.
    As novas tecnologias e medicamentos tornaram-se mais efetivas contra cada determinado tipo de tumor, mas o processo de descoberta dessas terapias encarece o produto final. "O que aconteceu na última década é que a biologia molecular e o estudo genético ficaram baratos o suficiente para detectarmos alterações nas células tumorais a ponto de definirmos o tratamento específico. Conseguimos olhar o alvo e quase que desenhar uma molécula capaz de destruir a célula tumoral. Só que essas drogas chegam caras ao mercado, primeiro porque elas são muito específicas, então não têm venda em larga escala, e segundo porque a indústria argumenta que teve as despesas de várias pesquisas até chegar a uma molécula eficaz", explica Riad Younes, diretor do centro de oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
    O especialista explica que, tanto no aspecto terapêutico quanto no financeiro, é preciso ter certeza de quais pacientes, de fato, terão benefício com esses medicamentos.
    — Essas drogas são extremamente caras e não funcionam para todo o mundo. É importante investigar caso a caso para selecionar o doente que vai se beneficiar. Caso contrário, vamos usar armas muito poderosas em uma situação desnecessária.
    Não por acaso, as drogas mais modernas - e caras - demoram anos para serem incorporadas no SUS (Sistema Único de Saúde). Nos últimos anos, a situação tem aumentado o número de demandas judiciais por medicamentos contra órgãos governamentais.
    No Estado de São Paulo, por exemplo, a estimativa é que seja gasto R$ 1,2 bilhão neste ano para atender aos pedidos de tratamentos feitos via Justiça. Segundo o secretário da Saúde, David Uip, cerca de 70% desse valor será gasto com imunobiológicos usados no tratamento oncológico.
    — Isso é uma das coisas com que tenho enorme preocupação. O que ocorre é que o tratamento contra o câncer está mudando e avançando, mas essas drogas custam muito caro e nem a medicina pública nem a privada têm recursos para isso. Vamos ter de repensar o sistema e buscar outras formas de financiamento.
    Desespero

    Ingressar com uma ação judicial foi a única saída encontrada pela autônoma Letícia Fernandes Campos, de 22 anos, para buscar uma nova opção de tratamento para sua doença, um linfoma de Hodgkin.
    Diagnosticada em 2013, a jovem já havia passado por diferentes tipos de quimioterapia, radioterapia e autotransplante de medula, mas, em todas as vezes, o câncer voltou a aparecer após alguns meses.
    — Sempre fiz tratamento pelo SUS, tentei todas as opções, mas, em agosto de 2015, o câncer voltou de novo e eu não tinha mais o que fazer. Só tinha um medicamento que podia me ajudar, mas ele não estava disponível no SUS. As 16 aplicações do remédio custam de R$ 500 mil a R$ 600 mil. Foi aí que decidi entrar na Justiça.
    A ação foi movida em janeiro, mas a aplicação do remédio só foi iniciada no mês passado, após decisão judicial favorável. "Foram momentos de desespero, você vê todas as portas fechando, as possibilidades se esgotando, e parece que o sistema público não está nem aí. Se eu não tivesse corrido atrás, nada seria feito. Tive amigos que nem tiveram tempo para isso, morreram antes", afirma.
    Para Riad Younes, o Brasil deve investir em estratégias de prevenção e detecção precoce para evitar casos de câncer mais avançados, justamente os que precisam de tratamentos mais caros. "Aqui no Brasil, além de termos pouco dinheiro, a gente gerencia mal. A prevenção não é levada muito a sério. É muito mais barato prevenir um câncer de pulmão do que tratá-lo, por exemplo", afirma.

     Fonte: R7 Notícias

    Devolva ao mundo o que não lhe pertence




    TIRE O PESO QUE 
    COLOCOU EM SUAS 
    COSTAS E DEVOLVA 
    AO MUNDO O QUE 
    NÃO LHE PERTENCE.

    23 de ago de 2016

    Animais de estimação e a sua saúde



    Ter um bichinho de estimação é muito gratificante e pode ajudar você a se sentir mais feliz. 

    Para muitas pessoas, os bichinhos de estimação são mais do que animais, eles fazem parte da família e o juramento dos matrimônios “Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença” se encaixa muito bem na fidelidade dos animais de estimação. Inclusive a última parte pode ser levada ao pé da letra: está se tornando cada vez mais comum que os pets colaborem para a recuperação de pacientes dos mais variados casos clínicos. Vou explicar um pouco sobre isso mais à frente. 

    Esse quadrinho com as palavras da Catarina Varges, demonstra muito bem o quanto os animais de estimação são importantes para algumas pessoas. Claro que eu não posso deixar de alertar que existe o risco de contrairmos algumas doenças deles, mas com responsabilidade e cuidados bem simples, a convivência será muito sadia para ambos. 






    Catarina é de Lisboa/Portugal, mãe de duas meninas de 12 e 17 anos. Naveen é seu filho felino e tem 6 anos. Tem o diagnóstico da doença de Crohn desde 2002, na época ela estava com 29 anos e já passou por cirurgias devido a complicações com fístulas.









     




    Em 2013 ela quase não podia andar por causa das fístulas, mas venceu essa batalha e vem vencendo muitas com uma história de superação inspiradora!


    Adora praticar esportes e até maratonas! Sua primeira maratona (42 Km!!!) foi ano passado, dia 18 de outubro, participou de outra em fevereiro desse ano e agora ela está se preparando para a próxima maratona em outubro. 

    Em 2013 ela quase não podia andar por causa das fístulas, mas venceu essa batalha e vem vencendo muitas com uma história de superação inspiradora!

    Adora praticar esportes e até maratonas! Sua primeira maratona (42 Km!!!) foi ano passado, dia 18 de outubro, participou de outra em fevereiro desse ano e agora ela está se preparando para a próxima maratona em outubro. 

    Ontem conversamos enquanto ela fazia a infusão com o Inflixmab a medicação que vem mantendo ela longe das crises. Catarina, muito obrigada pelo seu depoimento, muita saúde e que venham muitas vitórias! 










    Uma pesquisa realizada pela Baker Medical Research Institute comprovou que proprietários de cães e gatos apresentam taxas menores de colesterol e triglicérides que aqueles que não tinham animais. Ambas as taxas favorecem a aterosclerose, formação de placas que entopem as artérias, possibilitando infartos e outros problemas no coração. Além disso, ter um animal de estimação faz com que pacientes com maiores riscos de problemas cardiovasculares, por apresentarem fatores de risco como fumo e excesso de peso, melhoram seus hábitos ao possuírem um animal de estimação.

    Provado por estudiosos, o amor entre paciente e animal consegue diminuir a liberação da adrenalina, noradrenalina e cortisol, portanto, reduz a frequência cardíaca, pressão arterial e o estado de alerta, promovendo a calma. Aumenta ainda a ocitocina, responsável pela empatia, confiança e habilidade social, diminuindo o estresse. Cresce, também, a liberação de dopamina e beta-endorfina, gerando sensação de alegria, bem-estar e afeto.

    A minha intenção aqui como essas informações é conscientizar as pessoas sobre o quanto um animal de estimação pode ser benéfico para a sua saúde física e mental.


    Mantenham seus bichinhos saudáveis, um animal saudável é menos suscetível a contrair doenças e passá-las para os humanos. Tomando todos os cuidados em relação a saúde do bichinho mantendo as vacinações e as consultas com o Veterinário em dia vocês terão uma ótima e saudável convivência.

    Outras dicas para uma convivência sadia:

    •  Se você desconfiar que seu bichinho de estimação está doente, consulte um veterinário o quanto antes.
    • Seu bichinho deve ser levado ao veterinário se ele apresentar diarreia. Seu bichinho deve ser vermifugado regularmente.
    • Se eles apresentarem pulgas/carrapatos/ácaros, eles devem ser levados ao veterinário, para serem tratados. A sua residência precisará ser tratada, ao mesmo tempo, se seu bichinho tiver pulgas.
    • Não deixe que as unhas do seu bichinho cresçam muito, pois unhas longas podem arranhar. Peça ao seu veterinário para cortar as unhas do seu animal. Nunca tente cortá-las em casa, a não ser que o veterinário tenha lhe ensinado como fazê-lo.
    • Leve seu bichinho para um check-up no veterinário, ao menos uma vez por ano.
    • Mantenha as vacinações e imunizações em dia. Se tiver dúvidas, pergunte ao seu veterinário sobre programas de vermifugação e vacinação.
    •  Se você desconfiar que seu bichinho tem infecção na pele, leve-o ao veterinário.

    E para finalizar esse texto, compartilho aqui com vocês uma história cheia de amor:


    O fotógrafo norte-americano Ben Moon foi diagnosticado com câncer em 2004. Ele batalhou um ano contra a doença e anunciou que estava curado no início de 2005. Moon atribuiu grande parte de sua superação a Denali, o seu cachorro vira-lata. 



    Infelizmente, dez anos após a superação da doença do dono, o cachorro enfrentou a sua própria batalha contra o câncer. Nos últimos dias do cachorro, o fotógrafo e um amigo, decidiram fazer um pequeno vídeo sobre a história do animal. As imagens retratadas mostram o incrível companheirismo entre o ser-humano e o seu cachorro. O vídeo também é um agradecimento e uma homenagem de Moon ao seu animal de estimação.

    Fontes:

    22 de ago de 2016

    Câncer: Conhecer, Prevenir e Vencer

    Judicialização da Saúde

    Sábado passado eu publiquei aqui no blog a notícia sobre uma decisão judicial determinando que a União e o Estado da Bahia forneçam os medicamentos a uma paciente com doença de Crohn, se voce não viu, pode ler clicando nesse link: http://goo.gl/7UR2pM 

    Hoje encontrei outra notícia que pode ser um balde de água fria para os pacientes de Minas Gerais. Olhem a manchete:


    Fonte: EM Digital

    O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) firmaram um termo de cooperação técnica com o objetivo de proporcionar a conciliação processual e pré-processual em situações de conflito envolvendo reclamações relacionadas às questões de saúde pública. Pelo convênio, a SES/MG disponibilizará ao tribunal dois servidores da área da saúde, nas especialidades médica e farmacêutica, para prestar esclarecimentos e viabilizar informações sobre as políticas do Sistema Único de Saúde (SUS)

    A expectativa é de que, a partir da iniciativa, o número de conciliações nos processos judiciais seja ampliado. Por meio da medida, os magistrados mineiros vão também receber subsídios técnicos sobre as políticas públicas de saúde já existentes, garantindo maior eficiência nas demandas judiciais. Durante a solenidade de assinatura do termo, nessa quinta-feira, o desembargador Saulo Versiani Penna, terceiro vice-presidente do TJMG, destacou o fato de a judicialização na saúde ser uma realidade, com um número crescente de demandas.

     “Mas os recursos públicos são escassos. A medida é importante para o próprio cidadão, para que ele possa ter mais esclarecimentos sobre as suas demandas. Há um importante aspecto social nessa iniciativa”, observou Saulo.

    Coordenador do Comitê Executivo Estadual da Saúde, o desembargador Renato Dresch destacou que a judicialização tem seu lado positivo, quando consegue solucionar demandas reais de pacientes, mas também tem pontos negativos

    “Temos hoje o chamado fetiche da ‘judicialização’ – hoje tudo é judicializado, e há no momento mais de 40 mil demandas sobre saúde em andamento. Mas o magistrado não entende de saúde e de medicamentos, e às vezes entende pouco de gestão. Por isso, às vezes ocorrem falhas nas decisões”, explicou o desembargador Dresch.

    De acordo com o magistrado, o objetivo do convênio é exatamente “qualificar a judicialização”. “A idéia é permitir que o magistrado tenha instrumentos e informações para decidir, e que ele possa conciliar também, para que a Justiça conceda efetivamente aquilo a que as pessoas têm direito”, ressaltou.

    No ano passado, o Estado de Minas Gerais gastou, com demandas judiciais relacionadas à saúde, cerca de R$ 240 milhões de reais; 80% das ações eram relacionadas a pedidos de medicamentos. Em 2016, até o último dia 10, os gastos estavam em torno de R$ 160 milhões.

    Fonte: EM Digital

    Saiba mais:

    O TJMG espera firmar parcerias nos próximos meses em Contagem, na região metropolitana; em Juiz de Fora, na Zona da Mata; e em Divinópolis, na região Centro-Oeste.

    De acordo com a SES, fará parte da jornada dos servidores escolhidos esse assessoramento à Justiça. Contudo, não foi informada a carga horária dos dois profissionais. A secretaria destacou que a expectativa é que esse número cresça. Ainda conforme a SES, o convênio foi inspirado em iniciativas de outros Estados, como o Rio.

    O Ministério da Saúde informou que a questão da judicialização é uma das prioridades da gestão do ministro Ricardo Barros, que pretende otimizar o orçamento. A pasta destacou que o ministério trabalha em conjunto com o CNJ para qualificar as decisões judiciais e adequar o volume de processos.

    Fonte: O Tempo

    Todos que recebem medicações pelo SUS conhecem muito bem a falta de compromisso na entrega dessas medicações, os atrasos são enormes e os prejuízos também enormes para os pacientes que correm risco de vida com esses atrasos.

    A maneira que muitos vêm encontrando para manter o tratamento em dia são as ações judicias. Os usuários dos serviços públicos de saúde recorrem à Justiça quando julgam que seus direitos foram violados, deixando claro um descompasso entre a demanda, a oferta de atenção à saúde e as expectativas dos cidadãos em face da universalidade do SUS.

    O mesmo fenômeno ocorre em países com sistemas públicos universais de saúde, os quais vêm observando um aumento de demandas judiciais para viabilizar o acesso a procedimentos médicos, medicamentos ou outros insumos, de forma oportuna e segura. O processo, conhecido como judicialização da saúde, baseia-se em prescrições médicas individuais, na condição econômica desvantajosa dos pacientes e ou na urgência e nos riscos descritos em pareceres médicos.


    O processo de judicialização pode aumentar os gastos 
    do Estado com a compra urgente de medicamentos, exames, procedimentos e outros insumos de saúde. 

    Os altos custos estão relacionados com a perda da economia de escala, pois compras individualizadas e urgentes geralmente são mais caras.

    As ações judiciais para acesso aos medicamentos são devidas ao desabastecimento do sistema público de saúde e à falta de atualização dos protocolos de assistência farmacêutica e de ampla divulgação destes às áreas clínicas específicas.

    Vários princípios ativos podem constar de uma única ação judicial. O medicamento demandado pode estar listado ou não na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, ser de dispensação excepcional ou produzido exclusivamente no exterior.

    21 de ago de 2016

    O mau uso de antiácidos coloca sua saúde em risco

    Boa tarde! Por aqui uma chuvinha gostosa, tempo fresquinho e me deu vontade de tomar um cafezinho, com um pãozinho, hum... mas conta aqui, você toma café numa boa? Fica com azia? Eu as vezes fico, mas já reparei que na maioria das vezes foram os acompanhamentos que potencializaram essa queimação da azia. Quando eu tomo minha xícara de café com um acompanhamento mais leve, não tenho azia, mas quando rola um pãozinho com manteiga... aí vem aquela queimação (ui!).

    A solução? Veja bem, a solução que encontrei para mim, ok? Pode ser que não seja a solução para você, mas não custa tentar. Quando eu vou comer o pãozinho com manteiga, eu tomo café descafeinado e fico bem, quando como tapioca com queijo sem lactose, tomo meu cafezinho normal e fico bem também. O que observei então, são os acompanhamentos que proporcionam a azia no meu caso. É fato que a cafeína é um irritante gástrico, se você não tiver nenhum problema, você toma seu cafezinho e fica numa boa, mas se você tiver refluxo por exemplo, é bem provável que a cafeína contribua para mais um episódio de queimação.

    Agora vai um alerta da Farmacêutica Farmale: essa queimação não é nada boa, e não é só pela sensação desagradável, isso também pode causar lesões no seu esôfago, eu já tive e quando não tratada pode ser um problema mais grave para o futuro, até mesmo um câncer de esôfago.

    Dica da Farmale: sem querer assustar você, mas sentir essa queimação, sentir que a comida retornou, dor ao engolir, não são sintomas normais e merecem uma avaliação em uma consulta com um Gastroenterologista em vez de correr para a farmácia e comprar algum antiácido. 

    Saiba que o uso dos antiácidos já se tornou um hábito (perigoso) que faz parte da rotina de muita gente. O número de pessoas que consome esses medicamentos é cada vez maior, sendo os inibidores da bomba de prótons (IBP), a classe preferida, disponíveis no mercado com nomes como omeprazol, pantoprazol e lansoprazol, entre outros.

    Vira e mexe a gente encontra uma notícia sobre o mau uso dos antiácidos e o perigo para a sua saúde. O uso prolongado e em altas doses de antiácidos pode causar a má absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, além de fraturas e infecções. 

    Você sabia que esses remédios também podem causar dependência? Estudos recentes mostram que quem começa a tomar os IBP tem dificuldade para suspendê-los. 


    Para quem já faz uso de outros medicamentos, tem mais um problema, pois os antiácidos podem interferir na absorção e consequentemente no efeito dos seus medicamentos usuais.


    Rogério Hoefer, farmacêutico do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) do Conselho Federal de Farmácia (CFF), reforça que o uso de "inibidores da bomba de prótons" sem prévio diagnóstico e acompanhamento de um médico pode esconder sintomas. "É possível atrasar o diagnóstico e tratamento adequado de doenças graves, como o câncer do estômago, por exemplo", alerta.

    O farmacêutico lembra que esta classe de medicamentos é indicada também no tratamento de outras doenças em que é necessário diminuir a hiperacidez do estômago, como úlcera e gastrite. "O uso prolongado, porém, está associado ao aumento do risco de câncer do estômago, infecções intestinais, pneumonia e anemia por deficiência de vitamina B12", adverte.

    Eisig explica que, antes de tomar qualquer medicamento, é aconselhável procurar o médico sempre que houver sintomas frequentes de azia, regurgitação, dor no estomago, náuseas e estufamento. "Só o médico poderá fazer uma avaliação minuciosa e solicitar os exames apropriados", reforça.


    Automedicação e intoxicação medicamentosa são problemas que preocupam autoridades de saúde no Brasil e que têm destacado a importância do farmacêutico, profissional que trabalha pelo uso racional dessas substâncias. 


    Especialmente em portadores de doenças crônicas, que necessitam utilizar muitos medicamentos diariamente, a correta terapia, respeitando os horários e forma de administração da terapia, a avaliação constante sobre os efeitos e resultados obtidos, resultam em maior aderência ao tratamento e em mais qualidade de vida para esses pacientes.




    O uso dos IBP é uma maneira de as pessoas controlarem os sintomas incômodos, sem fazer mudanças difíceis no estilo de vida, como perder peso ou cortar os alimentos que causam a azia e o refluxo.


    Caracterizado pelo retorno de líquidos gástricos, bebidas e comidas do estômago para o esôfago, o refluxo gastroesofágico causa sensações como estômago cheio, náusea, queimação e dor torácica. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) chama a atenção para maneiras de melhorar a alimentação e escapar do refluxo.

    Segundo o endoscopista membro da SOBED, Gustavo Andrade de Paulo, no momento da alimentação, a comida passa da boca para o estômago através do esôfago. Entre eles, existe uma espécie de "válvula" que os separa, evitando que o alimento volte para o esôfago. "Quando o esfíncter esofágico não fecha corretamente, o problema acontece, podendo levar alimentos e líquidos e sucos gástricos a voltarem para o esôfago, gerando o refluxo".

    Pessoas de todas as idades podem ter refluxo. Por meio do exame de endoscopia, é possível detectar a esofagite, consequência do refluxo. Fazer uma pHmetria e esofagomanometria, pode ser necessário em apresentações atípicas da doença.

    Comum nos casos de refluxo, o alerta fica por conta do risco da automedicação. "O uso de remédios por conta própria, como os antiácidos, não garante a eficiência, além de acarretar em outros efeitos colaterais ao paciente. Portanto, é aconselhável o acompanhamento de um médico", completa o especialista.


    Confira abaixo 7 maneiras para evitar do refluxo, segundo o endoscopista da SOBED:


    1. Procure comer mais vezes ao dia - O ideal é se alimentar de quatro a cinco vezes por dia, a cada três horas e em pequenas porções. Comer demais pode piorar o refluxo.
    2. Não durma após as refeições - É comum o refluxo em pessoas que costumam dormir logo após almoço ou jantar.  O fato ocorre devido à ausência de gravidade, que facilita o encaminhamento do conteúdo gástrico para o esôfago quando a pessoa está deitada.
    3. Diminua a quantidade de café, chocolate e cigarro - As substâncias presentes no cigarro e em bebidas como o café, relaxam o esfíncter esofágico inferior, possibilitando a volta dos alimentos.
    4. Evite bebidas gasosas - Os gases ficam concentrados no tubo digestivo, ocasionando a distensão do estômago, o que facilita o refluxo. Portanto, refrigerantes e águas com gás devem ser evitados.
    5. Evite alguns condimentos - Temperos como a pimenta, podem aumentar a secreção de ácido pelo estômago, aumentando a chance de refluxo. Para a substituição, podem ser utilizadas ervas aromáticas.
    6. Reduza a quantidade de frituras - Alguns alimentos contêm um alto teor de gordura, o que sobrecarrega o estômago e também relaxa o esfíncter, podendo resultar no caminho contrário do alimento.
    7. Fuja das roupas apertadas - Peças justas na região do abdômen, como calças ou cintas e cincos, aumentam a pressão nesta região do corpo, facilitando o refluxo do ácido para o esôfago. 
    Fontes:
    Farmacêutica Curiosa - Hábito de tomar medicamento para azia traz riscos
    Farmacêutica Curiosa - Riscos da automedicação e da interação medicamentosa
    Folha de São Paulo - Uso prolongado de antiácidos pode prejudicar a saúde e preocupa médicos
    Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) - Especialista ensina 7 passos para evitar o refluxo
    Biblioteca Virual em Saúde Ministério da Sáude (BVSMS) - Automedicação

    Sobre o café descafeinado, eu já fiz um texto aqui no blog e você pode ler clicando nesse link: http://www.farmale.com.br/2016/06/amo-cheirinho-de-cafe-mas-aqui-so.html 

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    20 de ago de 2016

    Justiça determina que a União e o Estado da Bahia forneçam medicamentos a paciente com Doença de Crohn

    O juiz federal da 2ª Vara da Subseção de Vitória da Conquista Fábio Stief Marmund, em ação civil pública movida pelo MPF determinou que a União e o Estado da Bahia forneçam os medicamentos mesalazina e mercaptopurina para tratamento da enfermidade “Doença de Crohn”, da paciente Rosângela Novais, de acordo com prescrição médica do Hospital Edgard Santos, sob pena de multa de R$1 mil por dia de atraso.

    Rosangela Novais, sem condições financeiras, formulou representação ao MPF por necessitar dos medicamentos de alto custo já que o SUS não atendeu seu pedido. Após requisições do MPF, o Estado passou a fornecê-los de forma não regularizada e com interrupções até a suspensão, por falta de determinação expressa da Justiça.


    Foi deferida a antecipação dos efeitos da tutela tendo em vista que o STF, no julgamento de demanda de natureza semelhante, deferiu o pedido de fornecimento de medicamento excepcional, reconheceu que o direito à saúde é um direito público subjetivo assegurado à generalidade das pessoas, que conduz o indivíduo e o Estado a uma relação jurídica obrigacional, impondo aos entes federados um dever solidário de prestação positiva.

    Segundo o juiz, o referido direito subjetivo não é absoluto, pois a par da razoabilidade da pretensão, deve concorrer a disponibilidade financeira do Estado, na medida em que a prestação individual não pode comprometer o funcionamento do SUS e nem pode haver fornecimento de fármaco não registrado na ANVISA.

    Para ele, há plausibilidade do direito subjetivo em razão sobretudo de relatório do Hospital Edgard Santos que atesta que a paciente apresenta há 10 anos dor abdominal e sangramento digestivo. Colonoscopias indicaram Doença Inflamatória Intestinal (Doença de Crohn) com uso prolongado de corticóide e todos os sintomas decorrentes dessa terapia. Tentava-se o controle da doença sem usos desta droga, se fazendo imperativo o uso das outras medicações.

    O tratamento inadequado pode acarretar obstrução intestinal e perfurações no intestino que podem drenar para a região perineal, vagina e bexiga, comprometendo a integridade física da paciente.

    Em razão do princípio da separação dos poderes, o controle efetuado pelo Judiciário no que tange à promoção dos direitos fundamentais não pode adentrar a discricionariedade administrativa, sendo possível apenas que se exija atuação positiva pelo ente público responsável, o qual tomará as medidas que entender mais viáveis. “É o que comumente ocorre nas ações em que se pleiteia o fornecimento de medicamentos. Destarte, sem adentrar em como se dará a implementação do direito de prestação de assistência jurídica aos hipossuficientes, entendo que o Judiciário pode e deve determinar a efetivação deste direito fundamental pelo poder público competente”, registrou o julgador.

    E finaliza a sentença: “Parece-nos cada vez mais necessária a revisão do vetusto dogma da Separação dos Poderes em relação ao controle dos gastos públicos e da prestação dos serviços básicos no Estado Social, visto que os Poderes Legislativo e Executivo no Brasil se mostraram incapazes de garantir um cumprimento racional dos respectivos preceitos constitucionais."