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I Encontro Farmale: Uma conversa sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais com a Dra Giovana Zibetti
Keep fighting!
III Encontro Farmale: Ostomia e Doenças Inflamatórias Intestinais
I will beat IBD
Ali Jawad, paratleta do halterofilismo com doença de Crohn: Você é uma inspiração para todos nós!
II Encontro Farmale - Diagnóstico das Doenças Inflamatórias Intestinais: Investigação Endoscópica Palestrante: Dr Flavio Abby
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DII e cirurgia

Eu já fiz 1 cirurgia (ressecação) de emergência para retirada de parte do meu intestino com estenose. Aceitar que é preciso passar por uma cirurgia não é fácil mesmo, isso para pacientes e médicos, mas chega um momento em que todas as opções de tratamento foram usadas sem uma resposta positiva. Em alguns casos, o intestino já está tão ferido que não tem mais como a medicação agir, esse era o meu caso. Então é hora da cirurgia e que bom que ela veio! Pois desde então estou em remissão 🙏. 

Texto do #GEDIIB: 🤔Será que vou precisar de cirurgia❓
O tratamento medicamentoso é uma escolha para os pacientes da #DII, mas há situações em que a medicação não funciona😔. Nestes casos, a solução é a cirurgia, pois ela pode controlar os sintomas que a medicação já não consegue controlar. Pode ser que a melhor solução para o paciente, seja a retirada de parte do #intestino. 
✔️Durante a cirurgia, o médico removerá a parte afetada do intestino, e unirá duas partes saudáveis restantes (#anastomoseintestinal). Este procedimento é chamado #ressecção. 
✔️Em alguns casos, outras cirurgias são necessárias para a retirada de partes doentes do intestino. 
✔️Algumas vezes a cirurgia é necessária apenas para remover um bloqueio ou obstrução no intestino, o que pode ser causado por uma inflamação grave. 
✔️As ulcerações também podem causar sangramento e, quando este sangramento não pode ser contido, a cirurgia é necessária para remover a parte afetada do intestino. 
✔️Novas técnicas cirúrgicas podem ser usadas para resolver esses problemas de forma mais fácil, com incisões (cortes) cada vez menores, e a recuperação se torna mais rápida. Os pacientes sentem uma grande melhora após a cirurgia, quando bem indicada. 👍Fale com seu médico sobre esse assunto.
Fonte 👉GEDIIB

Espreguiçar faz bem

Dar aquela espreguiçada antes de levantar vai te ajudar a despertar melhor 😉. Veja essa matéria da revista Exame:

👉5 erros que você está cometendo antes das 10 da manhã☀️

✔️Erro n° 1: Você acorda e já começa a correria
Você pula da cama pronto para encarar o dia que começa.
👍Tente isso: antes de pular no chuveiro, Oexman recomenda abraçar os joelhos, encostando no peito (um de cada vez, depois os dois juntos). Isso ajudará não só a aquecer os músculos, mas também começará a bombear o sangue pelo corpo para que você se sinta mais equilibrado quando levantar.

✔️Erro n° 2: Você deixa a cortina fechada enquanto se arruma para o trabalho
As cortinas tipo blackout transformam o seu quarto em uma caverna escura e aconchegante que podem lhe ajudar a pegar no sono. Mas o benefício delas acaba quando chega a hora de levantar.
Para começar o seu dia com bom humor e acertar o seu relógio⏰ interno (para conseguir desacelerar à noite), você precisa de luz solar☀️. Os raios matinais também podem ajudar a regular o seu peso, segundo pesquisas feitas na Northwestern University Feinberg School of Medicine.
👍Tente isso: quanto mais luz, melhor. Então abra totalmente as cortinas assim que levantar da cama (ou assim que colocar um roupão).

✔️Erro n° 3: Você espera até a tarde para ter um momento só seu
A maioria das pessoas trabalha duro e depois tira um tempinho para si mesmos no almoço — ou, o que é mais provável, lá pelas 3 da tarde, quando nossa energia vai acabando😴.
Mas uma pesquisa recente da University of Minnesota mostrou que quando os funcionários começam o dia com o pensamento positivo, o humor ficava ainda melhor devido a momentos agradáveis do que se começassem de maneira desanimada e mal humorada.
Os pesquisadores descobriram que eles também não eram tão afetados por interações negativas com colegas de trabalho.
👍Tente isso: pare e tome um café bem gostoso a caminho do escritório, ou ligue para a sua irmã ou faça algumas poses de saudação ao sol☀️, se você gosta desse tipo de coisa — vale qualquer coisa para animar o seu dia antes que comece a correria.

Feliz Dia dos Avós


A DII no Idoso

Quais são as dificuldades e como os pacientes com mais idade lidam com a doença

Em geral, é na chamada terceira idade que começam a aparecer alguns probleminhas de saúde. É dor aqui, é dor ali, aumento de colesterol, mais dificuldade para andar e se locomover, sem falar nas alterações de visão, de audição... É claro que nenhuma dessas mudanças é sinal dos tempos para 100% das pessoas que chegam a essa fase de vida e cada uma tem que seguir a sua história conforme puder e melhor lhe aprouver, não é o que se costuma ouvir? Só que não se pode contestar que é justamente nessa fase que se costuma ter surpresas que nem sempre são agradáveis, tanto fisicamente,como emocionalmente falando. 

Quando o assunto é sobre doenças inflamatórias intestinais, a pergunta que fica é se a doença de Crohn e a colite ulcerativa são mais difíceis de afetarem as pessoas idosas. É assim mesmo? 
“Em menor parcela de doentes essas doenças ocorrem em pessoas após os 60 anos de idade, incidindo mais freqüentemente em jovens entre os 20 e 40 anos de idade”, diz a coloproctologista Profa. Dra. Magaly Gemio Teixeira, supervisora do serviço de cirurgia do colo e reto do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “No entanto, o paciente idoso tende a aceitar melhor o diagnóstico e a seguir as orientações médicas com mais empenho do que os jovens”, diz a médica do HC.
Pode se dizer que este comportamento advém da maturidade que a terceira idade traz às pessoas que chegaram a esta fase na vida. Até onde os médicos sabem, os sintomas são semelhantes aos observados nos pacientes mais jovens, com a diferença de que no idoso há associação com outros sintomas determinados por doenças próprias dessa faixa etária, o que confundiria o diagnóstico. Alguns exemplos disso são a diverticulite do cólon, que se caracteriza pelo aparecimento de herniações no intestino grosso, e a colite isquêmica, que é resultado de má circulação no intestino que, por sua vez, se caracteriza também por processo inflamatório. “Estes processos inflamatórios são parecidos com os da colite por doença inflamatória intestinal”, explica a Dra. Magaly. Por outro lado, não se pode deixar de lado que o fato de a doença iniciar-se em idade mais avançada, ela vai exigir mais cuidado e atenção, tanto por parte do médico quanto por parte do paciente, de forma a se evitar maiores complicações. Para começar a medicação deverá ser controlada com rigor, pela possibilidade de associação com doença hepática ou renal prévia e, no caso de o paciente necessitar de um tratamento cirúrgico, o risco da operação será maior, obrigando um preparo pré-operatório mais rigoroso. “Há diferença também na escolha da técnica operatória, uma vez que muitos idosos são incontinentes pela própria idade e não poderiam ser submetidos a operações de conservação esfincteriana”, explica a médica do HC.

Com relação à perda de peso, ela também é mais freqüente em idosos e há maior associação da doença de Crohn localizada no intestino grosso quando ela se manifesta após os 60 anos de idade. Notícias que trazem um certo alívio é que quando o idoso tem a doença de Crohn ele não costuma passar pelas dores insuportáveis no abdome e também, segundo alguns médicos, é menor a incidência de doença perianal nesses casos. Agora, quanto aos exames para diagnóstico e acompanhamento são os mesmos feitos também pelos pacientes mais jovens: colonoscopia e trânsito intestinal. ”Cuidados no preparo de colonoscopia devem ser tomados, pois a desidratação que pode advir dos laxantes usados para limpeza dos cólons pode ser prejudicial”, diz a Profª Dra. Lorete Kotze, gastroenterologista de adultos e crianças de Curitiba, no Paraná, que também é membro do American College of Gastroenterology. “Em pacientes acima de 65 anos eu costumo fazer o preparo de colonoscopia, sob hospitalização”, acrescenta a médica.

Fonte: ABCD Em Foco

Judicialização para medicamento já preconizado no PCDT da doença?

Não entendi o motivo para negarem a terapia biológica se esta é preconizada no PCDT da doença.

PCDT - Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas para doença de Crohn:

"Caso haja indicação de terapia anti-TNF, infliximabe está aprovado para a faixa etária entre 6 e 17 anos; "

Para ler o PCDT todo: PCDT Doença de Crohn

Entenda o caso:

O autor foi diagnosticado a doença de Crohn no intestino grosso. Os sintomas foram apresentados desde os três anos de idade, ESTANDO O PACIENTE COM 16 ANOS, ATUALMENTE.
Na inicial, foi relatado que o demandante foi submetido a diversos procedimentos, se deslocando de Feijó a Rio Branco. Contudo, os tratamentos utilizados até então não surtiram os efeitos desejáveis, por isso na consulta do último trimestre foi recomendado novo fármaco, infliximabe.

Segundo consta, O PEDIDO DO MEDICAMENTO FOI NEGADO SOB O ARGUMENTO DE QUE NÃO ERA OFERTADO PARA ESSE TIPO DE EFERMIDADE. Por fim, o paciente assinalou que não tem condições de arcar com os custos do remédio que é de R$ 5.143,69, pois na sua família apenas o pai trabalha.

Leia todo o caso: Âmbito Jurídico

Dia dos Avós

Já imaginou enfrentar todas as dificuldades motoras e sensoriais de uma pessoa acima de 70 anos estando ainda na juventude? É este o objetivo do Hospital Santa Paula, centro de excelência em saúde da zona sul de São Paulo, ao promover a “Oficina do Envelhecimento”.

Qualquer pessoa que passar pelo hospital na quarta-feira, 26 de julho, entre 9h e 16h, poderá participar da simulação idealizada pela área de Qualidade Assistencial do hospital. A ideia é promover a conscientização da população sobre a importância de manter uma relação de cuidado e atenção com os idosos, sentindo na pele o que é o avanço da idade.

Logo na entrada do hospital, o visitante se depara com uma estação que transmite uma simulação das principais dificuldades dos idosos:

1 – Locomoção: utilização de acessórios que comprometem o desempenho do sistema motor como alteres, avental de chumbo, caneleiras, uso de bengala, andador e caminhada em terreno irregular sobre pequenas pedras;
2 – Audição: utilização de dispositivo que tampa os ouvidos;
3 – Visão: utilização de óculos embaçados que dificultam a leitura;.
4 – Sensorial: utilização de luvas para realização de atividades simples do cotidiano, como uma simples assinatura.

“O Dia dos Avós é uma oportunidade de alertar a população sobre as limitações decorrentes do processo de envelhecimento. Nós realizamos este treinamento em 2016 com todos os colaboradores do hospital e sentimos a necessidade de levar isso para um número maior de pessoas, por isso, pela primeira vez, decidimos orientar a comunidade em geral. É de extrema importância que as pessoas entendam e se sensibilizem com a realidade do idoso com mais de 70 anos”, afirma Maristela Soubihe, geriatra do Hospital Santa Paula.

O circuito, que leva em torno de 10 minutos para ser completado, terá ainda o suporte de médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e uma equipe multidisciplinar para orientar os visitantes.

De acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde divulgado no final de 2015, o avanço da medicina ajudou as pessoas a terem uma vida mais longa. Com isso, até 2050 deve duplicar o número de pessoas com mais de 60 anos, o que exigirá uma mudança social radical. A preocupação da OMS é assegurar que essas pessoas tenham anos extras saudáveis, significativos e dignos. Para isso, o relatório enfatiza que os governos têm de garantir políticas que permitam às pessoas mais velhas continuar participando da sociedade.

Cuidado com o idoso

Este é um tema prioritário na agenda do Hospital Santa Paula, que em 2015 conquistou o Selo Hospital Amigo do Idoso, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo. Esta certificação exige o cumprimento de ações de acolhimento e humanização dentro do hospital, adaptando a forma de gestão assistencial, identificação e desenvolvimento de programas de capacitação do pessoal e adaptação dos ambientes para melhor adequar às necessidades dos idosos garantindo segurança e acessibilidade. O hospital realiza ações permanentes voltadas à capacitação dos profissionais e apoio aos cuidadores e acompanhantes de pessoas com mais de sessenta anos.

Em julho, o Hospital Santa Paula fechou uma parceria com o Projeto Velho Amigo – Associação de Amparo ao Idoso, uma entidade sem fins lucrativos que contribui para o melhor funcionamento de instituições de longa permanência garantindo recursos para idosos em situação de vulnerabilidade social. A partir de agora, os médicos do Hospital Santa Paula doam horas para as 17 associações ligadas ao projeto, contemplando aproximadamente 700 idosos.

Os atendimentos são realizados no Hospital Santa Paula com especialistas das áreas de geriatria, cardiologia, pneumologia, urologia, neurologia, psicologia, ortopedia, dermatologia, endocrinologia, ginecologia e cirurgia do aparelho digestivo. O objetivo é promover a melhoria da qualidade de vida dos idosos e resgatar a sua autoestima por meio da inclusão social e ações de saúde preventiva.

Serviço: Oficina do Envelhecimento
Local: Hospital Santa Paula – recepção da internação
Endereço: Av. Santo Amaro, 2468
Telefone: (11) 3040-8000
Horário: das 9h às 16h
Entrada gratuita.
Aberto para todas as idades.

Retocolite Ulcerativa e a Consulta Pública 61

Até o dia 26 de julho você poderá contribuir na Consulta Pública nº 61 - Resolução Normativa do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Na verdade, se você é um paciente de Retocolite Ulcerativa (RCU) usuário de plano de saúde ou se você é familiar, amigo, alguém que se interessa pelo o que os planos de saúde devem cobrir em tratamento para RCU, você precisa participar dessa consulta. Vou tentar te explicar o porquê, mas se ainda restarem dúvidas ou se você tiver dificuldade em deixar sua contribuição, pode me chamar, seja aqui por mensagem ou pelo e-mail, que vamos tentar juntos. 

Nessa consulta pública, nós poderemos colaborar para que a terepia imunobiológica - medicamentos biológicos como Humira (adalimumabe) e Remicade (inflixmabe) - estejam disponíveis para os pacientes de Retocolite Ulcerativa. Os medicamentos biológicos ainda não estão disponíveis nem pelo SUS, pois não estão no PCDT (Protocolos Cínicos e Diretrizes Terapêuticas) de RCU, que nunca foi atulizado desde a sua criação em 2002 (pasmem!). 

Vamos participar? Sabe a tal frase "juntos somos mais fortes"? Esse é um bom momento para eu e você colocarmos isso em prática! 

Aqui nesse vídeo, uma parceria entre a ABCD e DII Brasil, tem um passo a passo que para alguns deixou tudo bem claro sobre como ajudar, mas para outros, ainda está complicado. Para começar, não tente por tablets ou celulares, faça no seu computador e se ainda assim pintar alguma dúvida ou dificuldade, estou por aqui para te ajudar. Envie um e-mail ⇒ farmaleachou@gmail.com, deixe uma mensagem aqui nos comentários, pode me chamar na página também ⇨ Farmale Achou e vamos preencher juntos, dia 26 de julho encerra a consulta pública

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Agora para você entender mais sobre a Consulta Pública nº 61:

Primeiro, você sabe o que é uma consulta pública? As consultas públicas são processos democráticos para construção conjunta de políticas públicas entre governo e sociedade. Com a colaboração dos cidadãos, empresas, movimentos e organizações da sociedade as ações e programas do governo poderão atingir seus objetivos e ser aprimorados de acordo com as demandas coletivas. 

Agora sim, vamos à Consulta Pública nº 61: 


Dispõe sobre a referência básica para cobertura mínima obrigatória da atenção à saúde nos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e naqueles adaptados conforme a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998.

O primeiro Rol de Procedimentos foi definido pela Resolução do Conselho de Saúde Suplementar (Consu 10/98). A cobertura obrigatória é revisada a cada dois anos por meio da publicação de uma Resolução Normativa pela Diretoria Colegiada da ANS. O processo de atualização é feito de forma colaborativa em reuniões periódicas do  Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, entidades de defesa do consumidor, operadoras de planos de saúde, profissionais de saúde que atuam nos planos de saúde e de técnicos da ANS. 

A proposta de atualização do Rol foi apreciada pela Diretoria Colegiada da ANS em sua 466ª Reunião Ordinária, que autorizou a publicação desta Consulta Pública.

Cabe destacar que as contribuições à Consulta Pública serão analisadas quanto à sua pertinência e conformidade com o regramento legal. Procedimentos/tecnologias em saúde cuja exclusão de cobertura esteja prevista na Lei nº 9.656/98 não serão analisados. Dessa forma, conforme o Art. 10 da Lei nº 9.656/98, não serão objeto de análise nesta Consulta Pública contribuições relacionadas a procedimentos/tecnologias em saúde que preencham pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Sejam considerados experimentais por seus conselhos profissionais;
  • Utilizem produto para saúde sem registro na Agencia Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA;
  • Não possuam as indicações descritas na bula/manual registrado na ANVISA (uso off­label);
  • Tratamentos e terapias em domicílio;
  • Medicamentos para tratamento domiciliar, prescritos pelo médico assistente para administração em ambiente externo ao de unidade de saúde, com exceção dos medicamentos antineoplásicos orais para uso domiciliar e dos medicamentos para o controle de efeitos adversos e adjuvantes de uso domiciliar relacionados ao tratamento antineoplásico oral e/ou venoso;
  • Procedimentos clínicos ou cirúrgicos para fins estéticos, bem como órteses e próteses para o mesmo fim;
  • Procedimentos de inseminação artificial;
  • Procedimentos clínicos ou cirúrgicos com finalidade estética;
  • Fornecimento de próteses, órteses e seus acessórios não ligados ao ato cirúrgico;

Ressaltamos que o funcionamento do setor suplementar de saúde brasileiro é baseado no mutualismo, sistema em que os serviços de assistência à saúde são essencialmente compartilhados e financiados por todos os participantes. Assim, o financiamento do sistema de saúde suplementar se dá com a contribuição financeira dos beneficiários, por meio das mensalidades pagas, o que permite que alguns usuários possam utilizar mais os serviços assistenciais a preços mais acessíveis. Portanto, o uso de tecnologias e procedimentos em saúde de forma racional deve ser buscado, proporcionando uso de terapias e exames com evidencias cientificas fortes que comprovem o benefício clínico, com rede assistencial disseminada e impliquem impactos socioeconômicos compatíveis frente aos benefícios, sem comprometer o equilíbrio que o setor necessita para o seu bom funcionamento. Neste sentido, a proposta de Resolução Normativa e seus anexos estão disponíveis para avaliação da sociedade brasileira, com participação aberta a todos os interessados. Você pode ler os anexo aqui ⇨ Consulta Pública 61.

Fontes:







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O apoio de pessoas importantes foi primordial

Olá, meu nome é Dayse. Sou do interior do Rio. Tenho 34 anos, sou enfermeira, católica, solteira e feliz. Tenho Crohn e descobri aos 23 anos. Me recordo que tinha dores, como se algo no meu intestino estivesse obstruindo a passagem das fezes. Tive uma crise forte de apendicite e fui as pressas pra mesa de cirurgia. Seria um procedimento simples, duraria no máximo uma hora e durou quase 4h. Na mesa, os médicos descobriram a obstrução e foi uma correria. Fiquei no CTI por uns dias, mas deu tudo certo. O apoio de pessoas importantes foi primordial. Minha família e amigos me fizeram sair daquele momento mais fortalecida. Porque meu psicológico ficou péssimo.

Em seguida, o médico que iniciei o primeiro tratamento, diagnosticou diverticulite. Mas, na minha primeira colono, outro médico realizou e disse que era Doença de Crohn.  Fiquei muito assustada. Era uma doença crônica e teria que tomar medicamentos pelo resto da vida, se fosse só isso tava ótimo rss. A partir daí,  que foi 2 anos após a cirurgia, mudei de médico e iniciei o tratamento. Passei por diversos apuros, são muitos os constrangimentos e confesso que isso limita bastante minha vida afetiva e social. O cansaço e a fadiga não são muito compreendidos, mas me esforço pra isso não me limitar. Ainda não experimentei uma inteira remissão. Mas, tenho consciência que me adaptei bem ao meu estado. Com um banheiro sempre por perto e tá tudo certo. Me alimento normal, por vezes de forma errada, e pago por isso..rss. Mas, nunca tive problemas com peso. Tenho 59kg hoje e 1.67 de altura. Faço uso de azatioprina. Tenho uma estenose parcial, mas por enquanto não vou mexer.

A positividade e fé em Deus é nosso melhor remédio. Podemos ter uma vida normal! Luto pra acreditar nisso todos os dias. Mas, acredito que vivo bem com o Crohn. Muitas pessoas nem devem entender a gravidade desta doença, mas a informação muda a vida dos portadores e das pessoas próximas.

Ah, pratico esportes, jogo basquete e faço musculação. Às vezes me dou umas folgas, mas não consigo ficar mt tempo parada.Preciso evoluir em muitas questões ainda. Iniciei terapia agora, depois de tantos anos de diagnóstico e acredito, em Deus, que vou dar muitos passos pra uma vida bem mais feliz e realizada.

Sou feliz convivendo com o Crohn. É possível!

Essa é um pouco da minha história. Espero poder ajudar algumas pessoas.

Deus abençoe a todos! Força e coragem a nós!

Meu nome é Dayse, tenho 34 anos, moro em Rio Claro, sou Enfermeira, tenho Doença de Crohn. Meu perfil no Facebook: www.facebook.com/dayse.oliveira.311 e meu Instagram: www.instagram.com/dayse_rc

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Respira fundo!

Respira fundo! Pela frente ainda tem muito mundo 😉 .

A vida para algumas pessoas é um eterno respirar fundo, contar até dez... e quem nunca precisou respirar fundo para continuar?

Passamos por momentos delicados que parecem não ter fim... que os nossos problemas são tão grandes que não vamos dar conta, então é nesse momento que entra o "respira fundo".
.
Para quem está no furacão de uma doença crônica, como as doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa), sabe bem o que é esse tal de "respira fundo". Nos momentos de dores, quando adiamos compromissos e sonhos, quando somos desacreditados, quando parece que nada vai dar certo, quando vamos tomar aquela picadinha da medicação... Dor é dor não é gente! Para alguns ela é suportável, para outros não. Sabe lá o quanto de dor algumas pessoas já suportaram? Isso sensibiliza mesmo.

O que fazer 🤔?

 Para quem está de fora:

Primeiro é estar dentro, estar junto, depois apoiar, conversar, indicar um Psicólogo, ser solidário.

 Para quem está nesse momento difícil:

Respirar fundo. Sério mesmo! Exercícios de respiração podem fazer maravilhas no nosso corpo e contribuir para colocarmos um pouco de paz no coração.

Na medicina convencional, pesquisas vêm mostrando a ligação entre a fisiologia da respiração, a neurologia e o comportamento. Sabe-se, por exemplo, que tomar consciência da forma como você inspira e expira pode ser um tratamento.

“Os exercícios respiratórios não substituem a medicação, mas podem ser tão importantes quanto ela”, afirma o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, chefe do Laboratório de Pânico e Respiração da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comentando doenças como o estresse, depressão e mesmo a síndrome do pânico.

A respiração certa acontece no diafragma, músculo que separa o pulmão de outros órgãos no abdome. Uma inspiração correta deve fluir suavemente e de forma profunda por meio desse músculo. Uma expiração longa, na mesma medida, consegue liberar muitas tensões.

Pratique dois exercícios de respiração:

☑ Respiração diafragmática em shavasana

Deite confortavelmente sobre uma superfície firme, com os pés um pouco afastados e os braços ao longo do corpo, palma das mãos para cima. Deixe o ar entrar e sair com suavidade pelo nariz. Apoie uma das mãos sobre o peito, procurando deixá-la o mais imóvel possível, e descanse a outra mão abaixo das costelas, na região do baixo abdome. Imagine seu diafragma como uma bexiga, que infla na inspiração e esvazia na expiração.

☑ Nadi shodana

Sentada, ereta, coloque o dedo médio e o indicador da mão direita no ponto entre as sobrancelhas. Expire pelas duas narinas. Então, tampe a narina direita com o polegar e inspire apenas pela esquerda. Tampe a esquerda com o dedo anular e solte o ar pela direita. Agora inspire pela direita, tampe-a com o polegar e solte pela esquerda, completando um ciclo completo. Faça 12 ciclos. Esse pranayama restaura o equilíbrio em momentos de crise.


Sobre os exercícios, eu encontrei aqui: Claudia

Dia do Amigo


Canção da América

Compositor: MILTON NASCIMENTO / FERNANDO BRANT

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
Que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou
No pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou
No pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância
Digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

Doença de Crohn, Retocolite Ulcerativa e Gastrite

Gastrite focal e microagregados de macrófagos na mucosa gástrica: uso potencial no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e colite ulcerativa

Contexto e objetivos: Gastrite focal e microagregados de macrófagos são encontradas no acometimento gástrico da doença de Crohn, e podem refletir um defeito subjacente na imunidade inata. Estas características, no entanto, são também descritas em pacientes com infecção por Helicobacter pylori. O papel destas anormalidades gástricas no diagnóstico da doença de Crohn foi avaliada em uma população com alta prevalência de infecção por H. pylori.

Métodos: Trinta e sete pacientes com doença de Crohn, 26 pacientes com colite ulcerativa e 30 pacientes-controle foram incluídos. O status de infecção por H. pylori foi avaliado pelo teste da urease e histologia. A presença de gastrite focal e microagregados de macrófagos foi avaliada.

Resultados: Gastrite focal estava presente em 24% dos pacientes com doença de Crohn, 4% dos indivíduos com colite ulcerativa e 11,5% dos controles, apresentando uma sensibilidade e especificidade para doença de Crohn de 24% e 88%, respectivamente. Microagregados de macrófagos foram encontrados em todos os grupos, mas foram apenas detectados em colite ulcerativa e controles em associação com infecção por H. pylori, com sensibilidade e especificidade para doença de Crohn de 61% e 69%, respectivamente. Na ausência da infecção por H. pylori comprovada, gastrite focal e microagregados de macrófagos foram significativamente associados com doença de Crohn (P<0 e="" o:p="" p="0,001," respectivamente="">

Conclusões: Gastrite focal e microagregados de macrófagos são sugestivos de doença de Crohn apenas em pacientes com avaliação dignóstica negativa para H. pylori.

Arq. Gastroenterol. [online]. 2014, vol.51, n.4, pp. 276-282. Gastrite focal e microagregados de macrófagos na mucosa gástrica: uso potencial no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e colite ulcerativa. MAGALHAES-COSTA, Marcia Henriques de et al.

Doença de Crohn - atraso no diagnóstico

O impacto dos sintomas, o padrão de síndrome do intestino irritável e a investigação diagnóstica no atraso do diagnóstico da doença de Crohn: um estudo prospectivo

Publicado no Digestive and Liver Disease, o objetivo deste estudo foi investigar os sintomas e os testes realizados antes do diagnóstico formal de doença de Crohn e as razões para o atraso no diagnóstico.

Foi realizado um estudo prospectivo com os pacientes consecutivos recentemente diagnosticados com doença de Crohn matriculados entre outubro de 2012 e novembro de 2013. Foram registrados os dados clínicos, os sintomas, incluindo os critérios de Roma III no início e no momento do diagnóstico, a localização e o fenótipo da doença. Foram analisados a calprotectina fecal e os exames radiológicos e endoscópicos realizados antes do diagnóstico. O atraso no diagnóstico, estratificado em tercis e tempo médio, foi analisado utilizando-se os testes paramétricos e não paramétricos.






  • Foram inscritos 83 pacientes (49,4% do sexo masculino, idade média de 31 anos). 
  • O atraso médio no diagnóstico foi de 8 (0-324) meses.
  • Vinte e seis pacientes não consultaram um médico clínico geral até o diagnóstico (31,3%), 18 porcuraram o departamento de emergência (21,7%) e 8 foram diretamente a um gastroenterologista (9,6%). 
  • O atraso no diagnóstico não foi associado aos sintomas específicos. No entanto, os pacientes com edema tiveram maior atraso em comparação com aqueles sem edema (mediana 6,1 vs 16,8 meses, respectivamente; p = 0,016).
  • Dezenove pacientes foram submetidos à ileocolonoscopia incompleta (22,9%) e 7 não tinham biópsia (8,4%), com o consequente atraso no diagnóstico (mediana, 24 e 24 vs 6 meses, respectivamente; p = 0,025 e p = 0,008).

Com a realização deste estudo, os autores verificaram que o atraso no diagnóstico da doença de Crohn é significativamente associado com as ileocolonoscopias incompletas, mas não com os sintomas, exceto com a apresentação de edema.

Dig Liver Dis. 2015 Apr 22. The impact of symptoms, irritable bowel syndrome pattern and diagnostic investigations on the diagnostic delay of Crohn's disease: A prospective study. Maconi G, Orlandini L, Asthana AK, Sciurti R, Furfaro F, Bezzio C, de Franchis R.

Doença Inflamatória Intestinal

Atualização sobre Doença Inflamatória Intestinal (DII) - DDW (Digestive Disease Week) 2017

Por Dra. Andrea Vieira (CRM 97843)

A DII foi muito discutida no DDW 2017. Em várias mesas, assuntos como história natural, microbioma, avanços diagnósticos, complicações e tratamento foram amplamente debatidos.

Vale ressaltar que alguns dados novos foram apresentados, especialmente os estudos UNIT-1, UNIT-2 e IM-UNIT sobre um novo fármaco anti-interleucina-23 e anti-interleucina-12, chamado Ustekinumabe. Tal medicamento já é utilizado para tratamento da psoríase e, agora, esses estudos demonstraram ótimos resultados na doença de Crohn, para indução e manutenção da remissão, com baixa imunogenicidade, excelente segurança e facilidade na posologia (a cada três semanas).

Outra apresentação importante que teve destaque no DDW foi a revisão da Cochrane, que debateu alguns pontos como:




1. Risco de malignidade com o uso dos antagonistas do TNF alfa na Doença de Crohn

Observou-se que a monoterapia com anti-TNF tem uma possível associação com melanoma, enquanto a terapia combinada anti-TNF e imunossupressor aumentou o risco de câncer de pele não melanoma.

2. Retirada da medicação em pacientes com doença de Crohn quiescente

• A retirada das tiopurinas em pacientes com doença de Crohn em remissão clínica é associada a maior chance de recidiva, mas baixo potencial de eventos adversos.

• Não há diferença nas taxas de recidiva nos pacientes com terapia combinada que param ou continuam usando tiopurinas.

• Nenhum estudo controlado avaliou a descontinuação do anti-TNF em pacientes com doença de Crohn em remissão.

• Estudos não controlados sugerem que a retirada do anti-TNF leva a 50% de recidiva nos pacientes com dois anos de seguimento.

Por fim, pode-se salientar os resultados finais que foram apresentados sobre o estudo PYRAMID: registro de segurança do Adalimumabe em pacientes com doença de Crohn com seguimento de seis anos. Esse trabalho excluiu a dúvida do risco de linfoma em pacientes com doença de Crohn tratados com Adalimumabe. Além disso, mostrou que as taxas dos eventos adversos foram semelhantes aos estudos previamente apresentados, porém com menos tempo de seguimento.

Descanse... Chega de pensar em resolver tudo agora. Chegou a hora de descansar o corpo e a mente. Sem descanso, amanhã você não terá disposição para resolver nada. Um banho morno, um chá quentinho, uma roupa confortável... desligue-se da internet, leia um livro... respire pausadamente sentindo o ar entrar e sair, preste atenção na respiração e vá se acalmando... nada vai mudar se você ficar pensando a noite toda, agora não é o momento, agora é momento de descanso. Novamente: sem descanso você não terá disposição para resolver nada.  Boa noite, bons sonhos e bom descanso. Alessandra de Souza - Farmale 😚 ✔www.farmale.com.br
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Ustekinumabe e doença de Crohn

Terapia de indução e de manutenção de Ustekinumabe em doença de Crohn refratária

Em pacientes com doença de Crohn, a eficácia de ustekinumabe, um anticorpo monoclonal contra interleucina-12 e interleucina-23, é desconhecida. Publicado no New England Journal of Medicine, o objetivo deste estudo foi avaliar o ustekinumabe em adultos com doença de Crohn, moderada a severa, resistente ao tratamento com anti-TNF (fator de necrose tumoral). Durante a indução, 526 pacientes foram alocados aleatoriamente para receber ustekinumabe intravenoso (na dose de 1, 3 ou 6mg por kilograma de massa corporal) ou placebo ao início do estudo. Durante a fase de manutenção, 145 pacientes que obtiveram resposta a ustekinumabe em 6 semanas foram submetidos a uma segunda randomização para receber injeções subcutâneas de ustekinumabe (90mg) ou placebo nas semanas 8 e 16. O desfecho primário foi a resposta clínica em 6 semanas.

A proporção de pacientes que atingiram o desfecho primário foi de 36,6%, 34,1% e 39,7% para 1, 3 e 6mg de ustekinumabe por kg, respectivamente, quando comparada com 23,5% para o placebo (P=0,005 para a comparação com o grupo de 6mg). 

A taxa de remissão clínica com a dose de 6mg não diferiu significativamente da taxa com placebo em 6 semanas. 

Infecções sérias ocorreram em 7 pacientes (6 recebendo ustekinumabe) durante a indução e em 11 pacientes (4 recebendo ustekinumabe) durante a manutenção. Carcinoma basocelular foi desenvolvido em 1 paciente recebendo ustekinumabe.

Os autores verificaram que pacientes com doença de Crohn moderada a severa que era resistente a antagonistas de TNF tiveram um aumento da taxa de resposta à indução com ustekinumabe, quando comparados com placebo. Pacientes com uma resposta inicial a ustekinumabe obtiveram um significante aumento das taxas de resposta e de remissão com ustekinumabe na terapia de manutenção.

N Engl J Med 2012; 367:1519-1528. Ustekinumab Induction and Maintenance Therapy in Refractory Crohn's Disease. William J. Sandborn, M.D., Christopher Gasink, M.D., Long-Long Gao, Ph.D., Marion A. Blank, Ph.D., Jewel Johanns, Ph.D., Cynthia Guzzo, M.D., Bruce E. Sands, M.D., Stephen B. Hanauer, M.D., Stephan Targan, M.D., Paul Rutgeerts, M.D., Ph.D., Subrata Ghosh, M.D., Willem J.S. de Villiers, M.D., Ph.D., Remo Panaccione, M.D., Gordon Greenberg, M.D., Stefan Schreiber, M.D., Simon Lichtiger, M.D., and Brian G. Feagan, M.D. for the CERTIFI Study Group.

Entyvio - uso correto

Farmacêuticas japonesas monitoram uso correto de medicamentos

A Takeda Pharmaceutical, a maior farmacêutica do Japão, lançará um programa no país asiático para monitorar pacientes em tempo real usando um dispositivo parecido com um relógio de pulso. O programa, que atualmente está sendo testado nos EUA, tem por objetivo respaldar o uso do Entyvio, o tratamento da Takeda para doença inflamatória intestinal, coletando informações sobre sintomas, potenciais interações entre medicamentos e desencadeantes e fatores conhecidos por agravarem a doença. O Entyvio, já vendido nos EUA, está na última fase de testes clínicos no Japão.

"Estamos coletando informações em tempo real nos EUA para que possamos fornecer os serviços certos no momento certo", disse Masato Iwasaki, chefe da unidade japonesa da Takeda, em entrevista. "Precisamos observar mais os comportamentos dos usuários finais. A tecnologia digital nos ajudará a fazer isso." Fonte: UOL

Crohn e Retocolite Em Quandrinhos

História em quadrinhos sobre dois personagens, Lucas e Vitória, portadores de doença inflamatória intestinal. O formato de gibi tem o objetivo de sensibilizar a população em geral, sobretudo o jovem, a respeito da doença de Crohn e retocolite ulcerativa.

A história em quadrinhos foi projetada e desenvolvida com propósito de ilustrar os conflitos de Lucas e o apoio de Vitória, esses personagens foram cuidadosamente criados seguindo um perfil jovem, com uma vida dinâmica acadêmica e profissional, e diante das crises iniciais até o diagnóstico ocorre uma série de incertezas em manter a rotina de compromissos.

O gibi é uma parceria entre GAMEDII, ABCD e GEDIIB com o apoio AbbVie e está disponível na versão impressa e on-line nos sites do GAMEDII, ABCD e GEDIIB.


Pode ler on line ou baixar em PDF: http://www.gamedii.com.br/historia-em-quadrinhos

Para receber a versão impressa acesse: www.abcd.org.br/associe-se
Agência FAPESP – Experimentos com camundongos conduzidos na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, sugerem que inibir a ação de uma proteína conhecida como quemerina pode ser uma estratégia eficaz para evitar a perda óssea associada a  doenças de cunho inflamatório, como obesidade, dislipidemia, diabetes e artrite reumatoide.

Resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram publicados no periódico Journal of Bone and Mineral Research.
“A quemerina é uma molécula produzida principalmente pelos adipócitos [as células que armazenam gordura, mas também está expressa em diversos órgãos. Há evidências de que essa proteína está aumentada na circulação sanguínea de pessoas obesas ou que sofrem de diabetes do tipo 2, dislipidemia, osteoporose, artrite reumatoide, psoríase e doença de  Crohn , contou Sandra Yasuyo Fukada, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) e coordenadora do projeto.

Estudos recentes mostraram ainda que pessoas obesas e que sofrem de dislipidemia estão mais propensas a sofrer fraturas, osteoporose e doença periodontal – um conjunto de condições inflamatórias na gengiva que, com o tempo, pode levar à perda dos tecidos de suporte dos dentes.

Segundo a pesquisadora, embora já estivesse clara a existência de uma correlação entre inflamação crônica, perda óssea e aumento de quemerina, ainda não se sabia se a molécula era um simples marcador ou se participava ativamente do processo que culminava com a diminuição da massa óssea.
“Trabalhos anteriores haviam mostrado que, após a remoção de tártaro nos dentes de pacientes com doença periodontal, o nível de quemerina na cavidade oral diminuía. Portanto, quando a inflamação reduzia também caía a quemerina. No entanto, ainda não estava claro o que era causa e consequência. Nós fomos o primeiro grupo a mostrar que essa proteína, de fato, tem um papel ativo na doença periodontal”, disse a pesquisadora.

Transplante de fezes

Transplante de fezes poderá ajudar no tratamento de novas doenças

O transplante de fezes é alternativa para curar doenças intestinais

O transplante de fezes é a alternativa que promete fazer uma grande revolução na vida de muitos pacientes. Pode parecer estranho, mas na França essa medida que já ajuda no combate da bactéria Clostridium difficile, responsável por provocar fortes diarreias e dores de barriga, poderá servir também para cuidar do organismo que sofre de doenças digestivas mais graves.

A pratica que envolve fezes já é reconhecida pela Agência Nacional de Medicamentos francesa desde 2013, e faz parte dos procedimentos normais em 30 hospitais do país. A técnica funciona a partir do recolhimento de amostras de cerca de 100 bilhões de microrganismos que fazem parte da flora intestinal de pessoas saudáveis e, com isso, é realizada a introdução dessas substâncias no tubo digestivo dos doentes.

Com um resultado eficaz, estima-se que a taxa de cura para quem sofre com a bactéria Clostridium é de 90%. 
“Na prática, usamos as fezes de um doador, que será selecionado. Essa é a etapa mais complicada: achar o bom doador. Vai depender de sua história, seus antecedentes, dos remédios que toma. Depois faremos vários exames, para procurar agentes infecciosos no sangue e nas fezes”, conta o gastroenterologista francês Harry Sokol, fundador do Grupo Francês do Transplante de Fezes em entrevista à agência RFI.

Depois disso, as fezes são misturadas ao soro fisiológico e os resíduos são filtrados. O resultado pode ser usado na mesma hora, ou congelado a uma temperatura de -80º. Assim, o transplante pode ser feito por meio de uma colonoscopia ou sonda que vai até o duodeno e deposita o conteúdo.

Atualmente, é preciso que a pessoa seja internada para receber a substância, mas a ideia é que, em breve, o tratamento seja uma questão ambulatorial. De acordo com o especialista, o método é bem aceito pela população que, inclusive, costuma solicitar o tratamento

Outras doenças

Novas pesquisas revelam que o tratamento poderá ser usado para curar patologias como a doença de Crohn, que é conhecida por um inflamação grave no intestino , capaz de causar necrose e é mais comum em jovens.

A novidade já está sendo testada e os médicos estão animados para que as respostas ao transplante sejam positivas. 
“Teremos os primeiros resultados dos estudos no fim do ano. Mas, infelizmente, embora as pesquisas mostrem um resultado positivo no caso da doença de Crohn, para que o tratamento seja validado e possa ser usado no cotidiano precisamos de tempo”, pondera o gastroenterologista.
E essa não é a única condição que poderá receber esse tratamento. Outros 155 estudos relacionados à flora intestinal estão sendo feitos no mundo envolvendo outras doenças, como diabetes, obesidade, síndrome do intestino irritável e efeitos da quimioterapia no intestino ou patologias autoimunes.

Fonte: MeioNorte