Em pediatria também podem ser necessários alguns exames invasivos para chegar ao diagnóstico de uma DII

Além do exame físico e do histórico médico completo, as crianças podem realizar alguns exames (hemograma, raios-X com contraste de bário, ressonância magnética (RM) e endoscopia do trato gastrointestinal superior e inferior). Em geral, os médicos começam solicitando exames menos invasivos, progredindo para exames mais invasivos até obterem o diagnóstico. Isso acontece principalmente com os pacientes pediátricos.

  • O hemograma é feito para verificar a baixa contagem de hemácias (anemia) ou a alta contagem de leucócitos (inflamação). Outros exames podem ser realizados para procurar evidências de inflamação no intestino e em outros lugares, além de marcadores inflamatórios como VHS (velocidade de hemossedimentação) e PCR (proteína C reativa). Um exame muito útil é a calprotectina fecal, que consiste em coletar uma amostra de fezes na qual será medido o grau de inflamação.
  • O exame de raios-X com contraste de bário, a tomografia e a ressonância magnética incluem o trato intestinal inferior e superior e ajudam a visualizar as áreas do intestino que ficam fora do alcance da endoscopia (veja o próximo item). Algumas vezes, uma cápsula de vídeo poderá ser usada para inspecionar o intestino delgado. As áreas onde há edema, estreitamento ou outros sinais de inflamação intestinal podem ser identificadas por
    meio dessas técnicas de imagem. O raios-X e outros exames de imagem serão usados com critério para limitar a exposição do seu filho à radiação.
  • A endoscopia é um exame que envolve a inserção de um tubo para visualização através da boca até o trato gastrointestinal superior (endoscopia gastrointestinal alta) ou através do ânus até o cólon e íleo terminal (colonoscopia). O médico que faz o exame também pode remover pequeninos pedaços de tecido (biópsias) do intestino para serem examinados
    posteriormente com relação a sinais microscópicos das doenças. A cápsula endoscópica tem a capacidade de demonstrar áreas com feridas, ulceração ou sangramento que podem não ser detectáveis por outros métodos no intestino delgado. O paciente engole uma pequena câmera em forma de cápsula que tira cerca de 50.000 fotografias enquanto
    viaja pelo intestino. As imagens são capturadas em um dispositivo armazenado em um cinto que a criança usa durante um dia. A cápsula é eliminada nas fezes. Os exames endoscópicos incluem endoscopia digestiva alta, colonoscopia e endoscopia com duplo balão para o intestino delgado.

Sem os exames adequados é difícil diagnosticar uma DII

Porque a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa podem ser confundidas com outras condições. Um exemplo disso é a síndrome do intestino irritável (SII), que tem muitos sintomas semelhantes aos das DIIs, inclusive dor abdominal e diarreia. Como não existem sinais físicos da SII, o problema geralmente é diagnosticado após outras condições serem descartadas, inclusive o Crohn e a retocolite.

Fonte: Guia de Cuidados na Infância com DII

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