A esperança é considerada um agente de mudança, um estado motivacional positivo. A esperança pode ser compreendida como uma “idéia motivacional” que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos, elaborar metas, desenvolver estratégias e então, reunir a motivação para colocar em prática suas metas e estratégias. Isso é pura verdade! Sem motivação você não consegue seguir em frente e cumprir suas metas, todos temos metas. 
 

De acordo com a sabedoria popular, “A esperança é a última a morrer”.

 
O Psicólogo norte- americano C. S. Snyder, autor do livro The Psychology of Hope: You Can Get There from Here, criou uma “Escala da Esperança” e concluiu que pessoas com “baixa esperança” têm objetivos ambíguos e trabalham para atingi-los um de cada vez.  Já os indivíduos com “alta esperança” frequentemente investem em cinco ou seis metas distintas ao mesmo tempo. As pessoas esperançosas traçam rotas para o sucesso e caminhos alternativos na eventualidade de encontrarem obstáculos – uma providência que os indivíduos com baixa esperança não costumam tomar.
 
Eu me identifiquei muito com essa conclusão e até encontrei a resposta para algo que antes eu achava que não era normal, pois eu estou sempre desenvolvendo muitos projetos ao mesmo tempo. Achava que era falta de foco ou organização, pois nem todos os projetos consigo colocar em prática, mas isso é outro problema, a falta de tempo ou quem sabe preciso aprender a organizar o meu tempo. Bom, pelo menos descobri que sou uma pessoa esperançosa.
 

Pesquisas também afirmam que indivíduos esperançosos têm mais autoestima e têm maior tolerância à dor. São indivíduos que pensam em ajudar os outros na busca do sucesso estimulando a fraternidade e o sentimento de grupo. Observo que pessoas com doenças crônicas acabam desenvolvendo esse sentimento de esperança e com isso tornam-se mais tolerantes à dor e otimistas em relação ao futuro. Muitos também se engajam em causas sociais para ajudar outros na mesma situação, isso é uma terapia também. Eu mesma me sinto assim com o trabalho que venho desenvolvendo através do blog Farmale, compartilhando informações sobre as doenças inflamatórias intestinais, promovendo encontros destinados ao apoio e conscientização. 

Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire (Estados Unidos), afirma que a esperança se autoperpetua: os esperançosos revelam-se propensos a ser mais resilientes, confiantes, abertos e motivados do que as outras pessoas, e assim tendem a receber mais do mundo – o qual, por seu lado, lhes dá motivos para ficarem mais otimistas.


Para Scioli a esperança está associada a virtudes como:

  • Paciência
  • Gratidão
  • Caridade
  • Fé 


Anthony Scioli afirma que a fé é o bloco de construção da esperança e por esse motivo muitos acreditam que a fé cura ou pelo menos alivia as dores e fortalece a nossa esperança. Lembro bem quando a madrinha da minha filha partiu e eu assim como todos que a conheciam tinhamos certeza que ela seria curada. Ela também tinha essa certeza, mas em um determinado momento da sua batalha contra o câncer ela me disse que estava precisando se alimentar de fé. Isso me tocou muito, hoje meus olhos ainda se enchem de lágrimas quando lembro. Eu fiz de tudo nesse dia para lhe dar essa fé, fé que ela sempre teve e que estava indo embora. No dia seguinte eu consegui com a ajuda de pessoas iluminadas, abastecer seu corpo com essa fé que ela estava sentindo falta. E vou te contar, eu vi o quanto isso foi importante para a sua partida, até o seu último momento ela fez planos. Quando soube da sua partida senti uma raiva enorme, pois eu tinha certeza que ela iria superar tudo, até imaginei seus dias no hospital… quanto egoísmo meu… sim, egoísmo, querer que ela permanecesse aqui sofrendo, mas percebi que aquele dia onde a fé foi compartilhada em sua casa, foi um dia importante para todos que estavam ali. A fé alimentou à todos, pois ela não partiu em desespero, foi serena e nós tivemos certeza da sua cura, tivemos fé, muita fé, acreditamos em um poder maior que pudesse lhe curar e curou, levou todo o seu sofrimento e lhe deu paz. 

esperança é capaz de afetar o sistema imunológico e a saúde em geral.

 

No livro Hope in the Age of Anxiet, de Anthony Scioli e Henry Biller, os autores descrevem a esperança ao nível fisiológico, onde ela pode ajudar a transmitir um equilíbrio da atividade simpática e parassimpática enquanto assegura níveis apropriados de neurotransmissores, hormônios, linfócitos e outras substâncias críticas relacionadas à saúde. Igualmente importante, uma atitude esperançosa pode permitir a uma pessoa manter seu ‘ambiente interno’ saudável na presença de uma enorme adversidade. 

Ou seja, o sistema imunológico e hormonal da pessoa cheia de esperança é mais eficaz. A esperança ajuda o indivíduo a reagir positivamente em caso de doenças e lesões. A esperança realmente tem poder.

 
A esperança é uma virtude e um sentimento capaz de multiplicar as forças e transformar a vida. Ela nos impulsiona para grandes conquistas. A emoção ou o sentimento de esperança, portanto, é capaz de promover não só a saúde mental, mas também física.

 

Fontes:
https://www.brasil247.com/attachment/781/oasis237.pdf
http://livro.esperanca.com.br/wp-content/uploads/2016/04/livro2016_esperanca_viva.pdf

 

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