Pete Davidson, noivo de Ariana Grande foi zombado no Twitter sobre sua aparência

Essa é a notícia que está em alta no momento principalmente para quem tem doença de Crohn e para os fãs do casal Ariana Grande e Pete Davidson.

Vamos aos fatos:

N dia 23/08, quinta-feira passada, Ariana Grande utilizou seu Twitter para responder a uma piada feita por um blog satírico de esportes e cultura pop, chamado “Barstool Sports”, que zombava da imagem de seu noivo, o comediante Pete Davidson.

O perfil em questão postou uma foto do casal no MTV VMA 2018 debochando dos olhos do rapaz, através da legenda: “O Pete Davidson não tem olhos de c*?” 😱

A cantora, então, resolveu não deixar a situação barata e entrou em defesa do seu companheiro. “Vocês todos sabem que este homem tem uma doença autoimune, certo? Tipo, vocês entendem o que estão fazendo quando escrevem isso, certo? Só para que eu tenha certeza”, escreveu Ariana.

Pete Davidson sofre de Crohn, uma doença inflamatória intestinal, crônica que pode afetar diversas áreas do aparelho digestivo. Um dos sintomas é justamente a inflamação ocular, que, de acordo com fontes, pode atingir os pacientes durante um agravamento do distúrbio.

Ariana Grande e o namorado, Pete Davidson (Foto: Getty Images)

Vamos dar uma melhorada nessas informações sobre a doença de Crohn, inflamação ocular, olhos fundos?

Como o mundo anda muito investigativo nos dias de hoje, o site PageSix chamou até um gastroenterologista para analisar o caso de Pete. O profissional afirmou que a doença não tem relação direta com os olhos do noivo de Ariana: “A razão de os olhos estarem afundados é por conta da desidratação que as pessoas portadoras da doença de Crohn sofrem, mas quando essa pessoa se hidrata eles voltam ao normal. A doença de Crohn não afeta, diretamente, o aprofundamento dos olhos”.

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) podem apresentar, além dos sintomas gastrointestinais típicos (diarréia, hematoquezia, cólicas abdominais entre outros), sintomas referentes a acometimentos de outros órgãos e sistemas conhecidos como Manifestações Extraintestinais (MEI) das doenças inflamatórias intestinais. A maioria dessas manifestações pode afetar tanto pacientes com Doença de Crohn (DC) quanto pacientes com Retocolite Ulcerativa Idiopática (RCU) e pode afetar qualquer órgão ou sistema, apesar de haver diferenças quanto ao tipo de manifestação e sua frequência. Os órgãos mais afetados são a pele, articulações, olhos e o fígado. A maioria das MEI das DII apresenta correlação entre episódios de atividade intestinal e exacerbação dos sintomas extraintestinais. Entretanto, algumas manifestações como, por exemplo, artrite axial, pioderma gangrenoso e colangite esclerosante primária parecem ter um curso independente da atividade intestinal.

MANIFESTAÇÕES OFTALMOLÓGICAS

As manifestações oculares ocorrem em 2 a 6% dos pacientes com DII, sendo mais comum em pacientes com DC. Podem surgir antes ou depois do surgimento dos sintomas intestinais, mas parece ter relação com a atividade de doença intestinal.

As manifestações mais comuns são a episclerite, a esclerite, a uveíte e a ceratopatia.

Episclerite é definida clinicamente como uma hiperemia indolor da esclera e da conjuntiva sem déficit visual. Surtos de DII geralmente predispõem o paciente a episclerite, com melhora com agentes anti-inflamatórios tópicos.

Já a uveíte é uma condição aguda dolorosa associada à turvação visual e à fotofobia. O tratamento imediato com corticóide é essencial, pois pode levar à cegueira se não tratado. Sua apresentação não está associada com atividade de doença. O tratamento geralmente é realizado com a administração de corticóide tópico.

A ceratopatia é caracterizada pela presença de infiltrados epiteliais ou subepiteliais na córnea. Não afeta a visão, pois poupa a área central da córnea.

É importante lembrar também de manifestações oftalmológicas que podem estar presentes em pacientes com DII relacionado à síndrome de má absorção ou desnutrição (hipovitaminose A) e às cataratas decorrentes do uso de corticosteroides.

Fontes:

Vagalume

Hugo Gloss

Grinman AB. Manifestações extraintestinais das doenças inflamatórias intestinais. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto. 2012;11(4):22-26. Acesso em 30/08/2018, link http://revista.hupe.uerj.br/detalhe_artigo.asp?id=350

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