Quando praticamos a meditação, estamos treinado a nossa mente para que ela se torne serena, mesmo nas situações mais adversas

A meditação pode ser entendida como uma prática de auto-regulação do corpo e da mente, a partir de um conjunto de técnicas que treinam a focalização da atenção e da mente, capaz de produzir maior integração entre mente, corpo e mundo externo e capaz de produzir efeitos psicossomáticos. Quando praticamos a meditação, estamos treinado a nossa mente para que ela se torne serena, mesmo nas situações mais adversas. Examinando as nossas vidas, iremos, provavelmente, descobrir que a maior parte do nosso tempo e energia são orientados para a conquista de metas mundanas, tais como buscar segurança material e emocional, desfrutar dos prazeres dos sentidos, ter boa reputação, etc. Embora tais coisas possam trazer alguma satisfação temporária, elas são incapazes de prover a felicidade profunda e duradoura que tanto almejamos. Mais cedo ou mais tarde essa felicidade converte-se em insatisfação e surpreendemo-nos novamente envolvidos na procura de mais prazeres mundanos.

Onde encontramos essa satisfação verdadeira? Quando descobrimos que a felicidade é um estado mental, entendemos que a verdadeira fonte de felicidade não pode residir em condições exteriores, mas sim na mente, sendo assim, se tivermos uma mente pura e serena, estaremos felizes, independentemente das nossas circunstâncias externas. Ao contrário, se tivermos uma mente perturbada, nunca encontraremos felicidade, por mais que tentemos mudar as nossas condições externas.

O objetivo da meditação é cultivar os estados mentais que são conducentes à paz e à felicidade, e erradicar os que trazem confusão e sofrimento. Apenas os seres humanos podem trazer isto. Os animais podem desfrutar comida e sexo, encontrar abrigos, armazenar provisões, subjugar os seus inimigos e proteger as suas famílias, mas não podem eliminar o sofrimento, nem conquistar felicidade duradoura. Seria uma causa de profundo arrependimento se usássemos a nossa vida humana preciosa para obter resultados que até os animais podem obter. Porém, podemos evitar tal desperdício e tornar a nossa vida verdadeiramente significativa se treinarmos a nossa mente através de meditação.

Meditação e religião

Meditação não tem, necessariamente, ligação com religião, sugere-se que a meditação pode ser entendida e vivenciada a partir de duas perspectivas, que podem se complementar. A prática pode ser o reflexo de um contexto religioso-espiritual, através da qual são cultivados os ensinamentos transmitidos pelos preceitos filosóficos característicos da tradição e/ou a meditação pode ser uma atividade inserida no âmbito da saúde, na condição de técnica capaz de produzir determinados benefícios, promovendo maior saúde física e mental. Uma visão não exclui a outra e de alguma forma podem estar necessariamente interligadas, constituindo tanto uma prática espiritual quanto analisada a partir de seu potencial psicossomático, gerando respostas físicas e psicológicas que promovem a saúde e o bem estar não apenas físico, mas também o crescimento espiritual da pessoa. Então nada de preconceito para iniciar a prática da meditação.

Todos sabemos que os nossos sentimentos, nosso estado emocional, a forma como lidamos com situações adversas e estressantes podem desencadear doenças. Para nós que passamos por períodos de crise e remissão com as doenças inflamatórias intestinais, é sempre muito importante manter a calma e uma vida mais tranquila, então, acredito que a prática da meditação possa ajudar nesse ponto. Não custa tentar! Você pode inclusive praticar alguns exercícios simples de meditação em casa mesmo, como os da imagem “Meditação sentada”.

No Brasil, desde 2006, a meditação é oferecida nas unidades básicas de saúde como um suporte no tratamento de doenças da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), do Ministério da Saúde e foi instituída em 2006,

 

através da Portaria nº 971 de 03 de maio do mesmo ano. A referida política tem como finalidade inserir no SUS uma vasta gama de práticas medicinais alternativas, como a Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia, Yoga, Meditação entre outras. De modo mais específico, a PNPIC está dividida em cinco eixos, de acordo com recomendação do Ministério da Saúde que: “estimula e recomenda a adoção por parte dos Estados, Distrito Federal e Municípios, sendo elas: Medicina Tradicional Chinesa – Acupuntura, Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Termalismo – Crenoterapia e Antroposofia em Saúde.

Esse assunto é um pouco extenso e eu gostaria de compartilhar mais informações aqui no blog, então, combinamos para outros textos a continuação e espero que essa primeira conversa já sirva de incentivo para você experimentar levar um pouco dessa prática para o seu dia. Você já pratica meditação? Gostaria de compartilhar a sua experiência? Ou ficou alguma dúvida? Envie um e-mail para alessandra@farmale.com.br colocando no assunto “meditação”

Fonte:
Portal Consciência Politica

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