O câncer colorretal está entre as formas mais comuns de câncer no mundo

4 de fevereiro é o Dia Mundial do Câncer e para quem está acompanhando os textos do Farmale, viu que publiquei sobre a campanha “Eu Sou E Vou”. Resolvi participar porque sabe-se que, ocasionalmente, pessoas com Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) – doença de Crohn e retocolite ulcerativa – podem desenvolver câncer colorretal, mas isso ocorre em um número muito pequeno de pessoas afetadas pela DII. Os estudos mostram que as pessoas que sofrem de DII normalmente têm a mesma esperança de vida que aquelas que não têm a doença.

Como Farmacêutica entendo o quanto é importante conscientizar sobre a prevenção e diagnóstico precoce, sendo assim, vamos entender um pouco sobre essa relação câncer e DII.

A importância de conscientizar sobre os fatores de risco

É importante conscientizar as pessoas sobre os fatores de risco para que possamos prevenir e, em alguns casos, permitir um diagnóstico precoce, otimizando as chances de cura.

Para os pacientes portadores de DII, há uma preocupação a mais, o câncer colorretal, mas o risco, como citei acima, é pequeno, entretanto aumenta de acordo com o tempo de convívio com a doença. A probabilidade do paciente desenvolver o câncer colorretal após 10 anos do diagnóstico da DII é de 2%, mas pode subir para 20% depois de 30 anos.

A monitoração colorretal regular pode ajudar a prevenir esse tipo de câncer ou ajudar em um diagnóstico precoce. Quando detectado no princípio,o câncer colorretal pode ser tratado com sucesso. Por isso, é importante os pacientes portadores de DII discutirem com seu médico sobre a monitoração regular do câncer colorretal.

O que é o Câncer colorretal?

O câncer é uma doença em que células anormais crescem de forma desordenada. Normalmente as células se dividem e produzem novas células de forma ordenada, sempre que elas são necessárias para o funcionamento do organismo ou para reparar tecidos danificados.

No caso do câncer, as células se reproduzem de forma desordenada e incontrolável, e no momento em que o organismo não necessita delas. Este crescimento anômalo resulta em uma massa de células chamada tumor, que pode ser maligno ou benigno.

Os tumores benignos permanecem em seus lugares de origem, os malignos, no entanto, invadem os tecidos mais próximos e se espalham para outras partes do corpo. O câncer de cólon ou reto é chamado câncer colorretal. Neste tipo de câncer, os tumores normalmente se formam a partir das células epiteliais que se encontram ao longo do intestino grosso.

O cólon (também chamado intestino grosso) e o reto fazem parte do sistema digestivo. O cólon recebe os resíduos sólidos do intestino delgado e absorve a água das fezes, formando o material fecal. Este material é deslocado do cólon para o reto, onde é eliminado pelo ânus.

Estatísticas demonstram que o câncer é a segunda causa de óbitos no mundo, perdendo unicamente para problemas cardíacos. Dentre os diversos tipos de cânceres, o colorretal representa 10% destes óbitos.

Mais além, estudos mostram que 1 em cada 17 homens e 1 em cada 18 mulheres tem a probabilidade de desenvolver câncer colorretal no decorrer da vida, sendo que 60% têm sobrevida de no mínimo 5 anos. Embora esses números sejam alarmantes, é importante lembrar que o câncer colorretal é uma das doenças mais fáceis de evitar e até mesmo tratar, caso seja detectado no princípio.

Os sintomas do câncer colorretal incluem: presença de sangue nas fezes, mudança nos hábitos do intestino; inchaço abdominal persistente, sensação de saciedade mesmo após eliminação das fezes e cólicas. Nos estágios iniciais do câncer colorretal pode não haver a presença destes sintomas.

Pode ser particularmente difícil para os portadores da DII identificar os sintomas do câncer colorretal uma vez que eles são semelhantes aos sintomas da própria DII. O câncer colorretal se desenvolve de forma lenta, ao longo dos anos. Antes que os sintomas possam ser notados pelo paciente, mudanças ocorrem no revestimento interno do cólon ou do reto. Geralmente, ele começa com o desenvolvimento de pólipos benignos (crescimentos de tecido). Ao longo do tempo, os pólipos podem se tornar cancerosos e o câncer já desenvolvido se espalha por outras partes do corpo. A remoção precoce de um pólipo pode impedir que ele se torne canceroso.

Quem corre o risco de sofrer câncer colorretal na população em geral?

O câncer colorretal pode afetar qualquer pessoa, entretanto, certos fatores aumentam os riscos de desenvolvimento da doença, e podem indicar a necessidade de monitoração regular. Entre eles, estão:

Idade: o câncer colo-retal é mais comum em adultos com idade acima de 50 anos.

Dieta: a doença é mais comum em países industrializados, sugerindo que a dieta (mais especificamente uma dieta rica em gorduras e pobre em fibras, frutas frescas, verduras e legumes) pode contribuir para o seu desenvolvimento.

Histórico de pólipos: pessoas que tenham um histórico de pólipos correm maiores riscos.

Histórico de Câncer colorretal: pacientes que já tenham sido acometidos de câncer colorretal no passado correm risco de desenvolver outro câncer colorretal.

Histórico de família: se uma pessoa tem câncer colorretal, seus pais, filhos e irmãos correm o risco de desenvolver a doença.

Doença Inflamatória Intestinal: os pacientes portadores de DII com comprometimento do cólon correm maior risco de desenvolver o câncer colo-retal.

Para uma lista completa dos fatores de risco, contacte o seu médico.

A ligação entre o Câncer colorretal e a Doença Inflamatória Intestinal 

Acreditava-se que o risco maior de desenvolvimento do câncer colorretal estaria apenas entre os pacientes portadores da Retocolite Ulcerativa. No entanto, estudos recentes indicam que há também chance de desenvolvimento da doença entre os pacientes portadores da Doença de Crohn. (O risco de câncer colorretal não parece aumentar se a Doença de Crohn está localizada somente no intestino delgado).

Os fatores-chave de risco que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer colo-retal nos pacientes portadores de DII incluem: ser portador de DII por 10 anos ou mais, ser portador de DII que atinja todo o cólon (pancolite), ser portador de Colangite Esclerosante Primária (um tipo de complicação relacionada à DII que atinge o fígado); e ter um histórico familiar de câncer colorretal.

A importância de um diagnóstico precoce:

É fundamental que a doença seja detectada o mais rápido possível, e assim, aumentar a possibilidade de sucesso do tratamento. Como foi dito anteriormente, os portadores de DII podem encontrar dificuldade para identificar os sintomas do câncer colorretal porque são semelhantes aos da DII.

É importante que o diálogo médico-paciente envolva com frequência a discussão sobre o câncer colorretal, desenvolver estratégias para redução dos riscos, além de manter uma monitoração preventiva.

Para a população em geral, existem várias formas de diagnosticar o câncer colorretal, entre eles o exame de fezes para detectar sangue oculto ou não; os enemas de Bário para raio-x do cólon e a colonoscopia.

A melhor forma de detectar o câncer colorretal é através de colonoscopia, feita periodicamente (A freqüência da monitoração pode depender dos fatores de risco, ou mesmo do período de convívio com DII). A colonoscopia começou a ser realizada na década de 1970, por meio da introdução de um aparelho longo, flexível à semelhança do que se usa para o estômago que permite a identificação não só de processos inflamatórios como até de pequenos pólipos.

Fontes:

ABCD

GEDIIB

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