É milenar o conhecimento de que a espiritualidade tem influência no ser humano.

Segundo o filósofo Mircea Eliade, somos homo religiosus e não homo sapiens, o que nos qualifica como seres humanos. Quando perguntamos aos pacientes se eles têm alguma crença, a maior parte responde que sim e as estatísticas mostram que as pessoas são religiosas, espiritualizadas e fazem conexão entre o seu sofrimento e a sua cultura religiosa.

Nos Estados Unidos,  Harold G. Koenig, um psiquiatra da Universidade de Duke, fez um levantamento de 100 anos de estudos mostrando evidências científicas de que a espiritualidade e a religiosidade afetam a saúde, principalmente de forma positiva. O resultado desse estudo resultou no livro Religion and Health, publicado inicialmente na década de 1980.

Na edição mais recente, o pesquisador mostra que as pessoas ganham mais tempo de vida quando frequentam templos religiosos, leem textos religiosos, fazem orações ou meditam, e que essas práticas transformam vidas. A partir desses resultados, pesquisadores do mundo inteiro começaram a ter interesse no tema. Desde então, estudos conseguiram mostrar, por exemplo, que pacientes com problemas cardíacos que recebiam uma prece intercessória frequentavam menos o médico, tomavam menos medicação, tinham menos crises e iam menos ao pronto-socorro, se comparado com o grupo que não recebia a prece, mostrando uma influência desse campo da existência humana na saúde dos indivíduos.

Fonte: ABCD em Foco

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