Mas minha história começa bem antes disso

Oi, meu nome é Jéssica e estou no 9° período de Psicologia e como estudante de Psicologia, vejo a importância de conversar sobre o assunto. Como estudante de Psicologia e paciente, vejo a importância de conversar sobre, trocar experiências e perceber que não é único e que mesmo que demore um pouco a remissão vem.

Todos nós somos forte e estamos na luta, quem não tem a doença não sabe as dores que sentimos e muito menos o que passa em nossa cabeça, então temos que apresentar sempre essa doença para o próximo, para que ele entenda e te ajude também a superar os momentos de crises, então não desista e lembre-se que a alimentação é muito importante e falar sobre seus sentimentos/dores e etc, também é muito importante. Lembrando que os sintomas podem piorar com alguns sentimentos ruins, como ansiedade, estresse e etc. O primeiro passo da REMISSÃO é você cuidar de você psicologicamente também.

Fui diagnostica com Crohn em 2015, mas minha história começa bem antes disso.

Quando nasci fui direto para o UTI Neonatal e tive uma obstrução intestinal, então fiquei internada muito tempo (claro que não me lembro, mas por fotos e uma grande cicatriz na minha barriga, foi bastante dolorido para meus pais), dessa época, não podia tomar leite e derivados, e apenas Leite de cabra que me sustentava. Mas os anos foram passando e tudo se normalizando Graças a Deus, mas foi então que em 2012 eu comecei a sentir dores abdominais horríveis, nem andar eu estava conseguindo, mas essas dores não eram diárias, eram uns dois dias direto e passava, a barriga inchava eu ia la e tomava um luftal e passava, mas com o passar do tempo as dores pararam de temporárias e começaram a ficar frequentes, onde não conseguia mesmo nem andar e beber água parecia um ácido, pois voltava na hora com o refluxo e aquele gosto “maravilhoso” na garganta 😡 Então comecei a ir ao médico, marquei clínico geral, não sabia o que era, mas me encaminhou para ginecologista e um gastro, então marquei um ginecologista pois a dor era um pouco mais embaixo na barriga, chegando lá ele me mandou vários exames, até que constatado que meu útero parecia estar distendido e eles não sabiam o que era, apenas saberia se abrisse. Então fui para a cirurgia, abriu e o que? NADA. Apenas aderências. Mas as dores passaram, voltei ao meu peso normal 56 Kg.

No final de 2013 começaram as dores novamente, mas piores impossíveis e fiz todos os exames novamente, marquei agora com o gastro que me fez milhões de exames e nada de descobri, eles tinham apenas a suspeita de Crohn, então 1x por mês era ressonância, mas foi por uma endoscopia que foi constatada a doença. Enfim, 2015 veio a resposta e agora? Estava entrando no emprego novo, segundo semestre da faculdade, estava tudo indo bem (tirando as dores), mas quando deu certeza, fiquei internada, durante 15 dias em alimentação certa e corticoides, fui pesquisando a doença e não encontrava nada, os médicos poucos me diziam, só falavam que era uma doença nova e autoimune, poh, é de deixar todo mundo preocupado, os dias foram passando eu internada e vendo algumas mudanças, mudança de peso, mudança de olhares dos terceiros, mudança de tratamentos em relação a doença. Não foi fácil.

Acho que em 2012 se eu tivesse descoberto a doença estaria no início e teria tanta alteração assim.

Pois recebi cada olhar de piedade que me dava mais medo ainda, sai de 45 Kg para 87 Kg em 1 mês, isso ocorreu várias mudanças, veio a pele ressecada, estrias por causa do estica e volta e mais uma vez os olhares, e falas “nossa você mudou de uma hora para outra, mas dá pra ver que é inchada de remédio, então jaja volta ao normal ’’ e várias outras frases que mexe com o nosso psicológico e algumas pessoas não entendem.

Mas pronto, Em construção novamente tomando infusão de Infliximabe, na segunda infusão falta de ar, fadiga então de volta pro médico, ele manda um raio-X. Internada novamente com pneumonia alérgica ao remédio, mais 30 dias internada e me sentindo um ratinho de laboratório porque nada funcionava e mudava de remédio e vinha mil médicos me visitar por dia. Mas o tempo passou saí do hospital, voltei a minha vida normal, com os remédios fazendo parte da minha vida diária. Continuei tomando os corticoides e usando o HUMIRA e aos pouco foi fazendo o efeito, tirando os remédios passados, tirei o corticoides e passei a usar o metotrexato.

2019 em REMISSÃO, Gracas a Deus. Em janeiro tirei o metotrexato e estou apenas com o Humira. Minha alimentação hoje é de tudo um pouco, ainda não voltei ao meu peso normal, mas já esta normal, trabalho e faculdade.

Meu nome é Jéssica Fernandes, moro em Belo Horizonte/MG, tenho 25 anos, tenho doença de Crohn e sou estudante. Meu perfil no Instagram @jjf_94

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