Junho de 2015: comecei a sentir dores abdominais e febres altas, vários exames e nada… Tive uma fissura anal e muco nas fezes o que me fez procurar um proctologista, as febres continuaram, mais exames e nada… Por fim, fiz uma ressonância, um abscesso retal, cirurgia para drenagem urgente, mas nada de diagnóstico. Uma semana após a cirurgia, dores e febres ainda piores, totalmente fragilizada viajo para procurar recursos na capital (Curitiba), o médico que me atende pediu internamento urgente, novo abscesso retal ainda pior.

Setembro de 2015: após cirurgia e biópsia, diagnosticada com doença de Crohn, 11 dias internada ainda mais fraca, recebo alta, e as coisas só pioram, uma semana depois, vou para outro hospital na cadeira de rodas, conseguindo apenas respirar, fazendo muito esforço para isso. Mais abscessos, e sepse, rins e bexiga parando, tratamento de uma  semana antes de nova cirurgia. Mais 11 dias internada, uma fístula anal que cabia uma mão fechada dentro. Antibióticos, corticoides, mezalasina, e o processo para entrada com infliximabe. Cadeira de rodas e cama 24 horas por dia durante 3 meses. 

Janeiro de 2016: início das infusões de infliximabe e início de uma nova vida.9 meses depois do início…Maio de 2016: retorno para minha cidade, minha casa, meu trabalho e minha paixão (ballet clássico). Posso dizer que foram os meses mais intensos, perdi 15 kg, quase todo o cabelo, o namorado, e algumas vezes a esperança. Tive medo de morrer, desejei morrer, chorei em silêncio, roguei para que as dores acabassem, acreditei! Novembro de 2016: resultado de colonoscopia – doença de Crohn em remissão e muitas lágrimas de gratidão!Julho de 2017: quase dois anos após o diagnóstico, a vida nunca mais foi a mesma, são medicamentos diários e seus efeitos colaterais, viagens frequentes para tratamento, algumas dores e indisposições, faltas no trabalho, e um coração grato pela vida. Eu nunca mais fui a mesma, hoje sou melhor, muito melhor. Agradeço por cada simplicidade que a vida me presenteia, sorrio com mais frequencia e vontade, abraço com mais força e digo sempre o quanto amo. Sou apaixonada pela vida! E depois de estar próxima da morte, sei que milagres são reais, eu vejo todos os dias. Sou Nayele, 28 anos, solteira, psicóloga, bailarina, tenho doença de Crohn.

Meu nome é Nayele, tenho 28 anos, moro em Guarapuava/PR, sou Psicóloga e Bailarina, tenho Doença de Crohn.
 
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2 COMENTÁRIOS

  1. Que linda sua história Nayele❤
    Tenho Reto Colite há 32 anos e concordo com vc: não sou mais a mesma, sou melhor depois de todo sofrimento e aprendi a SUPERVIVER, conceito que expressa o que vc vive tbm: "superviver é viver mais do que se vivia antes, não exatamente da mesma forma" . Que no seu futuro haja mais sorrisos do que lágrimas e sei que haverá, pois como dizem: não são as pessoas felizes que são gratas, são as pessoas gratas que são felizes 🌼

  2. Que linda sua história Nayele❤
    Tenho Reto Colite há 32 anos e concordo com vc: não sou mais a mesma, sou melhor depois de todo sofrimento e aprendi a SUPERVIVER, conceito que expressa o que vc vive tbm: "superviver é viver mais do que se vivia antes, não exatamente da mesma forma" . Que no seu futuro haja mais sorrisos do que lágrimas e sei que haverá, pois como dizem: não são as pessoas felizes que são gratas, são as pessoas gratas que são felizes 🌼

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