Além do adoecimento corporal, as doenças inflamatórias intestinais sofrem influência de fatores emocionais.

A doença inflamatória intestinal não é caracterizada apenas por manifestações intestinais e extraintestinais, mas também por alterações psicológicas que se refletem nos relacionamentos, nas atividades sociais e no trabalho.

Ao conviver com sintomas desagradáveis, como diarreia, cólicas intestinais, sangramentos e outras possíveis complicações – a exemplo de estenoses e fístulas –, os pacientes são submetidos a um alto grau de desconforto e estresse e, por isso, ficam sujeitos a desenvolver crises de ansiedade e depressão.

A Psicóloga Clínica Daisy Maldaun acrescenta que, embora a reação a fatores estressantes seja diferente em cada indivíduo – uma vez que o ser humano é único em sua forma de ser, de sentir as emoções e de adoecer – toda emoção negativa vai repercutir no agravamento da sintomatologia das doenças e tem uma real influência nas crises de DII. “Independentemente de a doença ser crônica ou não, a sua aceitação já é o presságio de uma possível melhora. No entanto, nos pacientes com DII a ausência de controle sobre a sintomatologia é um dos fatores que pode levá-los a deprimir”, acentua.

Outro fator que influencia o problema pode estar relacionado à quase ausência de neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e, principalmente, serotonina, que representam um papel importante no sistema nervoso central para a inibição de humor, sono, vômito e apetite.

A inibição desses neurotransmissores está diretamente relacionada com os sintomas da depressão nas DII, uma vez que a produção dessas substâncias ocorre no intestino que, no caso das doenças inflamatórias intestinais, se encontra enfermo.

Psicoterapia é um instrumento importante no trabalho com os pacientes

Partindo do princípio de que as DII têm repercussões emocionais, tanto no aparecimento dos sintomas quanto em seu agravamento, a psicoterapia é um instrumento importante no trabalho com esses pacientes.

Nessas circunstâncias, o objetivo de um atendimento psicoterápico será criar condições favoráveis e necessárias para ampliar o repertório psíquico do paciente, de modo que possa pensar em seus conflitos em vez de depositá-los no corpo.

Fonte: ABCD

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