As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) – doença de Crohn (DC) e retocolite ulcerativa (RCU) – podem ser consideradas doenças sistêmicas, uma vez que a reatividade inflamatória aumentada dos pacientes pode ir além do trato gastrointestinal, originando manifestações extraintestinais (MEI).

  • Aproximadamente 50% dos pacientes com DII podem apresentar MEI até 30 anos após o diagnóstico da inflamação intestinal.
  • Em um quarto dos casos, as MEI precedem o diagnóstico da DII.

As MEI impactam negativamente na qualidade de vida dos pacientes e algumas põem em risco a vida (colangite esclerosante primária e tromboembolismo) ou podem deixar sequelas graves (uveíte).

A prevalência de MEI aumenta com o passar dos anos após o diagnóstico da DII, principalmente nos casos em que uma MEI já foi diagnosticada.

As MEI são mais comuns na DC do que na RCU, principalmente na DC colônica.

Algumas MEI (irite/uveíte) são mais frequentes em mulheres, enquanto outras são mais frequentes em homens (espondilite anquilosante e colangite).

O quadro inflamatório nas MEI pode ter curso paralelo, variável ou ocorrer independentemente da inflamação intestinal (Tabela 1).

Eu tive manifestações orais, mas quando ainda não tinha o diagnóstico. Foi uma época muito difícil, emagreci muito, pois além da diarreia, a dor do contato da comida com as lesões na boca me tiravam totalmente a vontade de comer. Tinha medo de comer pois tinha muita dor na boca e depois a diarreia com mais dor nas fissuras anais e hemorroida.

Quase 3 anos buscando diagnóstico… E alguns anos após o diagnóstico da doença de Crohn, apareceram (e às vezes voltam) algumas MEI reumatológicas e oftalmológicas.

Por isso, estou aqui com vocês compartilhando informações sobre as DIIs, para que essa demora no diagnóstico não seja mais uma realidade da nossa jornada de paciente com DII.

E com vocês, como tem sido a jornada de paciente com DII?

Fonte: As Doenças inflamatórias intestinais na atualidade brasileira: curso de atualização do GEDIIB na SBAD 2018. Editores Cyrla Zaltman…[et al.]. São Paulo:Office Editora, 2018.

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