Os sintomas das DIIs podem ser confundidos com outras enfermidades comuns na infância, prejudicando o diagnóstico

A dor abdominal, por exemplo, pode ser considerada apendicite aguda; as diarreias, muitas vezes, são diagnosticadas como sintoma de doenças infecciosas ou viroses; e o sangue nas fezes, particularmente em lactentes, costuma ser confundido com colite alérgica provocada pela alergia à proteína do leite de vaca. Por esse motivo, é fundamental que os Pediatras conheçam as doenças inflamatórias intestinais e desconfiem caso os sintomas não diminuam com os tratamentos convencionais.

Sinais e sintomas mais frequentes

A apresentação clínica das DIIs pode ser muito variável, dependendo da localização, gravidade e cronicidade da doença.

Quando a doença está na sua fase de atividade (presença de inflamação), os sintomas mais comuns são:

  • Diarreia persistente
  • Cólicas ou dor abdominal recorrentes
  • Urgência para evacuar
  • Presença de sangue ou muco nas fezes
  • Febre recorrente
  • Falta de apetite
  • Perda de peso

Nas crianças e adolescentes pode ocorrer atraso ou parada de crescimento estatural e/ou atraso da maturação sexual. Estes sintomas podem ocorrer até antes dos sintomas intestinais e só serão normalizadas quando a DII estiver fora de atividade.

Os sintomas variam muito de paciente para paciente devido ao tipo de doença (doença de Crohn ou retocolite ulcerativa), localização, extensão e a gravidade da inflamação. Na retocolite ulcerativa, como reto e extensões variáveis do cólon estão inflamados, geralmente tem mais diarreia e sangramento. Na doença de Crohn pode ter mais dor abdominal (se lesão no intestino delgado ou estômago), aftas profundas na boca, e às vezes nem ter diarreia. Podem surgir complicações, como abscessos perianais, fístulas (caminhos com saída de secreção) ao redor do ânus ou entre as alças do intestino, estreitamento da luz intestinal (estenose) ou permanecer sempre só com inflamação. No entanto, há importante sobreposição dos sintomas de apresentação de ambas as doenças.

A DII na faixa etária pediátrica costuma ter fenótipo mais grave do que nos adultos. Além disso, deve-se dar atenção às importantes consequências de uma doença crônica (redução da densidade mineral óssea, impacto emocional e atraso da puberdade e do crescimento), que acarretam grandes prejuízos ao adequado desenvolvimento das crianças.

Fontes:

GEDIIB – Cartilha DII na Infância e Adolescência.

ABCD Em Foco nº 62.

DE MELO, Maria do Carmo Barros et al. Doença inflamatória intestinal na infância.

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