Pessoas com doenças crônicas necessitam de informação adequada para o autocuidado eficiente

Quem acompanha o blog sabe o quanto eu uso a palavra empoderamento e não uso por modismo. Precisamos sim receber informação que nos proporcione segurança para lidar com o diagnóstico de uma doença crônica. Informações que serão nossas ferramentas para lidar com a jornada de paciente crônico. A informação correta além de empoderar, proporciona calma para ver que tem sim luz no fim do túnel, que muitas doenças têm tratamento disponível para que essa jornada seja o mais tranquila possível.

Vamos então, juntos, buscar entender mais sobre esse universo crônico?

Cada vez mais comuns em nossa sociedade, as doenças crônicas estão mais presentes nos serviços de saúde, requerendo atenção redobrada dos seus profissionais.

A condição crônica pode ser considerada como uma experiência de vida permanente, causada por doenças que acarretam perdas e disfunções, além da alteração no quotidiano. Essa permanência causa estresse devido à alteração da imagem corporal, necessidade de adaptação social e psicológica, além de mudança na expectativa de vida.

As Doenças Crônicas Não Infecciosas (DCNI) exercem papel importante no perfil atual de saúde das populações humanas e a discussão acerca desse tema vem conquistando cada vez mais espaço no sentido de sermos capazes de manter a integridade, a independência e a autonomia dos indivíduos acometidos. O sistema de saúde encontra-se focado na doença aguda ao invés de doenças crônicas, o que culmina em pacientes desinformados e despreparados para realizar o autocuidado. Os planejamentos das visitas são breves e não há certeza de que as necessidades agudas e crônicas serão eficientemente atendidas.

O modelo focado na doença precisa ser desconstruído, para que o foco seja na abordagem da pessoa, do paciente crônico, com seus problemas diversos, incluindo familiares e a multidisciplinaridade no cuidado.

O empoderamento é um processo educativo destinado a ajudar os pacientes a desenvolver conhecimentos, habilidades, atitudes e autoconhecimento necessário para assumir efetivamente a responsabilidade com as decisões acerca de sua saúde. Pacientes mais informados, envolvidos e responsabilizados (empoderados), interagem de forma mais eficaz com os profissionais de saúde tentando realizar ações que produzam resultados de saúde.

Para nosso próximo encontro sobre essa jornada de paciente vou compartilhar sobre as barreiras ao acesso. Quinta tem mais!

Fonte: Taddeo OS, Gomes KWL, Caprara A, Gomes AMA, Oliveira GC, Moreira TMM Moreira. Acesso, prática educativa e empoderamento de pacientes com doenças crônicas. Cien Saude Colet 2012; 17(11):2923-2930. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/csc/v17n11/v17n11a08.pdf>. Acesso em 16 de julho de 2019.

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