Hipnose: um tratamento inesperado para transtornos gastrointestinais
Entrevistadora: Lauri R. Graham; Entrevistada: Laurie Keefer
 
Medscape: Além da #hipnose, você pode falar brevemente sobre quais outros #tratamentospsicológicos podem ser efetivos para transtornos gastrointestinais, como a #terapiacognitivocomportamental e o #biofeedback?

 

Dra. Laurie: Intervenções psicológicas para transtornos funcionais GI (#gastrointestinais) são muito equivalentes. Temos alguns dados novos que serão publicados em breve sobre terapia cognitivo-comportamental, mas, até onde sei, ninguém a comparou à terapia com hipnose. Se você observar o número necessário para tratar da terapia cognitivo-comportamental versus hipnoterapia, ambos variam de 2 a 3, então um paciente melhora a cada dois que são tratados, o que é razoável. Elas certamente parecem equivalentes no papel, embora não tenham sido testadas numa comparação direta. Eu acredito que a terapia cognitivo-comportamental é um tratamento muito bom.
O biofeedback tende a funcionar primariamente em pacientes com transtornos de assoalho pélvico ou anorretais. Em minha opinião, não há dados bons o bastante para recomendá-lo para qualquer outro transtorno funcional gastrointestinal. No entanto, muitos pacientes chegam solicitando biofeedback, e eu os oriento que essa provavelmente não é a melhor estratégia construtiva de que dispomos.
Tudo se resume ao paciente. Se o maior problema é que eles apenas sentem os sintomas, mas não se engajam no comportamento que perpetua os sintomas, então a hipnose é a minha escolha. Se existem mais do que um componente comportamental envolvido (por exemplo, comportamentos de evasão, falar sozinho, ansiedade), então provavelmente tento a terapia cognitivo comportamental. E algumas vezes pode haver uma combinação de ambos – hipnose e terapia cognitivo-comportamental.

 

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