Há tratamentos disponíveis muito eficientes que podem controlar a RCU e levar à remissão

Os tratamentos agem diminuindo a inflamação na parede do cólon. Isso permite que o cólon se recomponha e também ajuda a aliviar os sintomas de diarreia, sangramento retal e dor abdominal.

Os dois objetivos básicos do tratamento são obter a remissão e mantê-la, mas se não se pode conseguir a remissão, o objetivo seguinte passa a ser reduzir os sintomas da doença para melhorar a qualidade de vida do paciente. Alguns dos medicamentos usados para esse fim podem ser os mesmos, mas administrados em doses diferentes e em um período de tempo diferente.

Nem todos os tratamentos são iguais pra todos que sofrem de retocolite ulcerativa. O enfoque deve ser na medida das necessidades de cada indivíduo porque a doença de cada pessoa é diferente.

O tratamento médico pode levar à remissão, que pode durar meses e até anos, mas a doença pode aparecer de vez em quando por causa da reaparição da inflamação. As crises podem indicar a necessidade de mudar a dose, a frequência ou o tipo de remédio. Mesmo quando o enfoque principal do medicamento usado para tratar a retocolite ulcerativa é controlar a inflamação e manter a remissão, alguns fármacos também podem ser usados para tratar os sintomas de uma crise.

São muitos os avanços no tratamentos das doenças inflamatórias intestinais, mas aqui no Brasil, somente depois de 18 anos houve a atualização do PCDT da RCU. Publicado em março de 2020, um marco histórico no tratamento dos pacientes que com tanto anseio, aguardavam essa melhoria no acesso e maior equidade com a Doença de Crohn.

Principais modificações em relação ao novo PCDT da RCU:

1) Incorporação de infliximabe e vedolizumabe (limitado ao preço de infliximabe) na RCU moderada a a grave refratária;
2) Possibilidade de uso da sufassalazina na dose de até 4g/dia e de mesalazina de até 4,8g/dia (recomendação do uso preferencial de sulfasalazina);
3) Possibilidade de associação de salicilatos de forma oral e tópica e de associação com imunossupressores;
4) Possibilidade de uso de ciclosporina ou infliximabe na RCU na forma colite aguda grave (recomendação do uso preferencial da ciclosporina).

Fontes: 
Viver com a Retocolite Ulcerativa – ABCD
PCDT de Retocolite Ulcerativa aprovado – AGRJ Associação de Gastroenterologia do RJ

Leia mais:

https://www.farmale.com.br/perguntas-paciente-doenca-inflamatoria-intestinal-fazer-medico/

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