O pioderma gangrenoso é uma doença cutânea inflamatória crônica, não infecciosa, de caráter destrutivo local, que provoca a formação de grandes ulcerações na pele e de causa desconhecida.

Em 50% a 70% dos pacientes está associado a uma doença de base como doença inflamatória intestinal, doenças reumáticas, hematológicas ou malignidades; e pode apresentar-se de forma isolada, sendo mais frequente em mulheres adultas. Possui causa desconhecida, embora haja um importante mecanismo imunológico envolvido (autoimune).

Importante observar:

  • A causa é desconhecida.
  • O distúrbio começa como pequenos calombos ou bolhas que se transformam em ulcerações abertas.
  • Geralmente, o diagnóstico é baseado no aspecto das ulcerações.
  • O tratamento inclui compressas, cremes e medicamentos.

Pessoas com essa doença tendem a ter alguns distúrbios subjacentes, mais comumente:

Outros distúrbios subjacentes incluem:

No pioderma gangrenoso o sistema imunológico parece estar reagindo à própria pele.

Ao contrário de muitas doenças inflamatórias da pele que são causadas por linfócitos (um tipo de glóbulo branco), anticorpos (proteínas) ou ambos, o pioderma gangrenoso envolve outros glóbulos brancos chamados neutrófilos (consulte Considerações gerais sobre o sistema imunológico).

Normalmente afeta pessoas entre 25 e 55 anos de idade.

Pode se manifestar em áreas da pele que sofreram lesões ou cirurgias recentes. Assim, as áreas afetadas pelo pioderma gangrenoso muitas vezes pioram se for feita biópsia (uma amostra de pele é retirada para exame) ou debridadas (o tecido morto é retirado para limpar a área afetada).

Sintomas

Fonte: https://goo.gl/TszyAj

Mais frequentemente, começa como um calombo vermelho que lembra uma espinha ou picada de inseto. Menos frequentemente, começa como uma bolha. O calombo ou bolha se transforma depois em uma ferida (úlcera) aberta e dolorosa que se expande rapidamente. As ulcerações têm bordas salientes que são escuras ou roxas. As ulcerações podem crescer agrupadas para formar grandes ulcerações. Muitas vezes, depois de curadas, as úlceras deixam cicatrizes nas pessoas. As pessoas comumente têm febre e uma sensação geral de indisposição (mal-estar).

Também pode surgir em outros locais, como na parede abdominal ao redor de uma abertura de colostomia ou ileostomia em pessoas que têm doença inflamatória intestinal, ou nos genitais. Em algumas pessoas com piodermite gangrenosa, outras áreas além da pele, como os ossos, pulmões ou músculos são afetados.

Diagnóstico

  • Avaliação de um médico

Os médicos diagnosticam o pioderma gangrenoso pelo aspecto das ulcerações e ao descartar outras doenças que causam a formação de ulcerações na pele. Há forte suspeita de diagnóstico de pioderma gangrenoso quando as ulcerações pioram depois de serem debridadas. Pode ser necessário retirar uma amostra de pele e examiná-la ao microscópio (chamado biópsia cutânea), mesmo que esse procedimento possa piorar o problema temporariamente.

Tratamento

  • Curativos
  • Corticosteroides ou tacrolimo aplicados na pele
  • Às vezes, medicamentos para suprimir o sistema imunológico

Compressas que protegem contra o ressecamento da pele são aplicadas para ajudar na cicatrização das ulcerações. Podem ser aplicados cremes com corticosteroides ou tacrolimo diretamente nas ulcerações que forem novas e não forem profundas. Administra-se prednisona por via oral a pessoas gravemente afetadas pela doença.

Medicamentos que suprimem o sistema imunológico, como infliximabe, adalimumabe e etanercepte, são úteis, principalmente para pessoas que têm doença inflamatória intestinal.

A ciclosporina pode ser muito eficaz, principalmente para pessoas cuja doença esteja progredindo rapidamente.

Normalmente não são feitos tratamento cirúrgicos, pois eles podem piorar as ulcerações.

Fontes:

Piodermite Gangrenosa. Disponível em Manual MSD. Acesso em 02/04/2018.

Uso de curativos oclusivos no manejo do pioderma gangrenoso. Disponível em Moreira Jr. Acesso em 02/04/2018.

Pioderma gangrenoso: um desafio para o reumatologista. Disponível em: Rev. Bras. Reumatologia. Acesso em 03/04/2018.

Mais imagens: Emmanuel França Dermatologia

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