As DII são consideradas doenças sistêmicas, pois apresentam manifestações clínicas que não se limitam ao trato gastrointestinal.

Por isso, essas manifestações são denominadas de extraintestinais, podendo acometer outros órgãos. As manifestações clínicas extraintestinais podem ser classificadas em dois grandes grupos. No primeiro estão as manifestações que representam condições reativas e que podem se associar à atividade inflamatória intestinal, como artrite periférica, eritema nodoso e estomatite aftosa, ou aquelas que evoluem independentemente da atividade da doença intestinal, como pioderma gangrenoso, uveíte, espondiloartropatias e colangite esclerosante primária.

O outro grupo é composto por complicações extraintestinais, que são as condições que se originam tanto das alterações metabólicas ou anatômicas decorrentes da própria doença – deficiências nutricionais secundárias a má-absorção ou a ressecções intestinais, osteoporose, neuropatia periférica, eventos tromboembólicos, cálculos renais e biliares –, ou que surgem em decorrência de efeitos adversos dos medicamentos utilizados no controle da doença como, por exemplo, artropatias relacionadas às drogas, neuropatia
periférica, doença hepática gordurosa e nefrotoxicidade.

Fonte: ABCD em Foco, Edição 69

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