Quando a doença está em atividade podem surgir problemas psicossociais como ansiedade, depressão e outros transtornos que dificultam a adesão

Conviver e administrar uma enfermidade crônica não é uma tarefa fácil e, no caso das DII, torna-se ainda mais difícil quando a doença entra em atividade. Com isso, é comum que os pacientes apresentem, em algum momento, problemas psicossociais como ansiedade, depressão e outros transtornos que dificultam ainda mais a adesão aos tratamentos.

Um levantamento recente desenvolvido pela Universidade Federal de Juiz de Fora mostrou uma taxa de 40% de ansiedade e/ou depressão em indivíduos com DII, relacionada principalmente com pacientes em crise ou com a doença em atividade.

Médicos e pacientes trabalhando juntos

Para evitar que o quadro psicossocial impeça a continuidade do tratamento da doença de base, é fundamental que médicos e pacientes, ao perceberem ou suspeitarem de algum grau de depressão ou ansiedade importante, conversem para buscar o apoio de um profissional de saúde mental.

Segundo o Professor Dr Júlio Maria Fonseca Chebli, Gastroenterologista do Serviço de Gastroenterologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), em Minas Gerais, muitas vezes, o paciente só volta a aderir ao tratamento quando controla o quadro depressivo, que pode ser a base da não adesão aos medicamentos para DII.

“Também é sabido que a depressão diminui, muitas vezes, a efi cácia de algumas das drogas usadas para controlar a DII. Por esse motivo, é preciso discutir o problema claramente com o paciente para que ele aceite o tratamento psicológico, seja farmacológico ou através de terapia”. Professor Dr Júlio Maria Fonseca Chebli.

Além disso, é importante desmistificar o tratamento psicoterápico ou psiquiátrico, porque ainda existe muito preconceito social sobre o tema por parte de uma parcela da sociedade.

Fonte: Revista ABCD em Foco nº 69

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