A doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RCU) são as formas mais comuns de doenças inflamatórias intestinais (DII) e caracterizam-se por inflamação crônica do intestino de etiologia ainda não definitivamente esclarecida.

Incidem em todo o mundo, representam sério problema de saúde, atingem pessoas jovens, cursam com recidivas frequentes e admitem formas clínicas de alta gravidade. São doenças que geram repercussões importantes na qualidade de vida (QV) dos pacientes.

Qualidade de Vida

A qualidade de vida é determinada pela extensão em que as ambições e as esperanças correspondem à experiência pessoal; pelas percepções do indivíduo sobre sua posição na vida, levando em conta o contexto da cultura e os sistemas de valores em que a pessoa vive, em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e conceitos, pela avaliação do estado atual em relação ao ideal, bem como o que as pessoas consideram como fatores importantes em suas vidas.

A mensuração da QV é parâmetro importante na avaliação do impacto das doenças crônicas, visto que as alterações fisiológicas, ainda que propiciem importantes informações para o clinico, podem surtir efeitos diversos nos pacientes e familiares por influenciar a capacidade funcional e o bem-estar que são aspectos fundamentais às pessoas doentes.

A DII pode alterar a QV de vida dos pacientes, sobretudo quando está em período de exacerbação.

Os sintomas apresentados pelos pacientes de DII podem gerar mudanças de grande impacto nas atitudes e condutas, assim como nos aspectos físicos, emocionais e sociais.

Os aspectos psicossociais são fatores relevantes no desencadeamento das crises da doença, embora não existam muitos estudos nessa área. Em nossa casuística, verificamos um número significativo de pacientes que associaram o início dos sintomas, assim como os períodos de exacerbações às alterações emocionais.

Alteração psicológica parece ser uma consequência da doença e o grau de angústia psicológica e perturbações estão relacionados à severidade da doença e prediz a QV, influenciando em seu curso.

Conclusão

Os pacientes apresentaram alteração da QV, sobretudo, quando a doença estava em atividade, homens e fumantes apresentaram repercussões mais severas na QV. Medidas de promoção e prevenção às crises devem ser implementadas, assim como suporte psicológico, social e educacional, considerados para melhorar a assistência aos mesmos e manter e/ou melhorar a QV dos pacientes de DII.

Fonte: Souza, Mardem Machado de, Barbosa, Dulce Aparecida, Espinosa, Mariano Martinez, & Belasco, Angélica Gonçalves Silva. (2011). Qualidade de vida de pacientes portadores de doença inflamatória intestinal. Acta Paulista de Enfermagem24(4), 479-484. https://doi.org/10.1590/S0103-21002011000400006

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