Quais são os sinais de alerta que merecem atenção por parte dos pacientes e devem ser relatados para os médicos?

Dra Maria de Lourdes de Abreu Ferrari, coordenadora do Ambulatório de Intestino do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da UFMG, responde em entrevista para a ABCD em Foco:

“Acredito que o paciente deve relatar ao seu médico qualquer queixa que apareça no curso evolutivo da DII. Essa queixa pode representar o surgimento de uma MEI ou de complicações relacionadas à doença.

Quanto às manifestações extraintestinais, é importante ficar atento às alterações articulares como edema (inchaço), dor, calor e rubor (pele avermelhada sobre pequenas e grandes articulações periféricas), bem como dor à mobilização da coluna, principalmente da coluna lombar, que tem como característica ser predominantemente noturna, melhora com a movimentação e se associa à limitação de movimentos.

As manifestações mucocutâneas podem ser representadas por lesões ulceradas ou infiltrativas na cavidade oral, presença de nódulos quentes, avermelhados, dolorosos e simétricos que surgem principal mente na região pré-tibial (canela), bem como o surgimento de pápulas dolorosas que evoluem para pústulas e posterior ulceração da pele.

Outro sinal de alerta importante é dor ocular que pode estar acompanhada por lacrimejamento, visão turva e dor de cabeça. Icterícia (olhos e/ou pele amarelada) também deve ser observada com cuidado, tanto pelo paciente quanto pelo médico assistente.”

Fontes:
ABCD em Foco, Edição 69
ALEMDII

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