Quando se faz o diagnóstico das uveítes, estabelecer a distinção entre uveíte anterior e posterior é fundamental para determinar as prováveis causas.

O olho funciona praticamente como um gânglio e muitas manifestações que apresenta decorrem de doenças sistêmicas. Como a úvea é constituída por tecido muito semelhante ao das articulações, existe relação entre as doenças articulares – reumatológicas – e as doenças da úvea.

Já foi estabelecido também um estudo epidemiológico de prevalência que indica ser importante caracterizar o grupo etário a que pertence o paciente: jovem (de zero a vinte anos), adulto-jovem (de vinte a quarenta anos) e idoso (acima de quarenta anos).

“O diagnóstico diferencial também é importante porque existe a síndrome mascarada, com características que simulam a uveíte, mas que são manifestações de doenças sistêmicas como metástases, leucemia ou de alguns linfomas”, afirma a oftalmologista Sandra Alice Falvo, corpo clínico do IMO.

O corpo estranho intraocular também pode manifestar-se como uveíte e deve ser considerado durante o diagnóstico. A causa mais freqüente de uveíte posterior é a toxoplasmose, inclusive a toxoplasmose congênita.

Se as uveítes podem estar associadas a doenças reumatológicas, existe alguma forma de preveni-las?

Todos os pacientes com alguma manifestação reumática devem fazer um exame de sangue chamado FAN fatorantinúcleo, pois 70% dos que têm FAN positivo desenvolverão mais tarde um quadro de uveíte. A vantagem do diagnóstico precoce tanto da uveíte anterior quanto da posterior é poder atuar preventivamente, uma vez que o grande foco da terapêutica é preservar a anatomia do bulbo ocular e dar conforto ao paciente.

Fontes:
Hospital de Olhos de Cascavel
Drauzio Varella

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