A indicação ou contraindicação dependerá do tipo de medicação que o paciente esteja utilizando e de seu estado geral de saúde

As vacinas de organismos vivos atenuados, seja em dose plena ou fracionada, também estão contraindicadas para pacientes com DII em tratamento com imunossupressores (ciclosporina, azatioprina, metotrexato), corticosteroides orais (como a prednisona em dose acima de 20mg/dia) e/ou terapia biológica (infliximabe, adalimumabe, certolizumabe pegol, golimumabe, vedolizumabe, ustequinumabe). Como essas medicações interferem no sistema imunológico do paciente, diminuindo a defesa contra infecções, existe um maior risco de essa população desenvolver a doença após receber a vacina com o vírus atenuado. Desta forma, a indicação ou contraindicação dependerá do tipo de medicação que o paciente esteja utilizando e de seu estado geral de saúde.

Como essas medicações interferem no sistema imunológico do paciente, diminuindo a defesa contra infecções, existe um maior risco de essa população desenvolver a doença após receber a vacina com o vírus atenuado. Desta forma, a indicação ou contraindicação dependerá do tipo de medicação que o paciente esteja utilizando e de seu estado geral de saúde. “Se o paciente morar ou frequentar áreas de risco para a doença é possível suspender a medicação e esperar em torno de três meses para que a vacina possa ser aplicada. Porém, se este for o caso, é preciso pesar o risco e o benefício de suspender a medicação, e o médico sempre deve ser consultado para que possa avaliar se a doença do paciente permite essa conduta”, orienta a médica gastroenterologista Maria Luiza Queiroz, assistente da Clínica de Gastroenterologia e do Ambulatório de Doenças Inflamatórias Intestinais da Santa Casa de São Paulo.

O tempo que o paciente deverá ficar sem utilizar os medicamentos para poder receber a vacina também varia de droga para droga. “O problema é justamente que, dada a gravidade de muitos casos, o paciente não pode ficar sem os medicamentos por tempo algum, sendo contraindicada qualquer vacinação feita com vírus vivos atenuados, como é o caso das vacinas contra febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) e varicela”, enfatiza o médico Rodrigo Contrera do Rio, infectologista da Santa Casa de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Por esse motivo, as vacinas só poderão ser administradas nesses pacientes quando estiverem sem uso de medicações imunossupressoras, pelo mínimo de tempo de suspensão requerido para cada droga, sem infecções agudas e sem doença autoimune em atividade.

No Brasil estão disponíveis duas vacinas contra febre amarela:

Uma produzida por Bio-Manguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública, e a outra produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pelos serviços privados de vacinação e eventualmente pela rede pública. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha.

Fonte: Revista ABCD em Foco nº 66

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