Falta de bolsas para ostomizados vira preocupação em Florianópolis

A Comissão de Saúde da Câmara de Florianópolis realizou reunião ampliada para debater a falta de material de ostomia no Estado e em Florianópolis. O encontro foi requerido pelo vereador Renato da Farmácia (PR).

Uma questão de saúde para aqueles que necessitam de uma bolsa coletora presa ao corpo para coletar as necessidades fisiológicas.

Atualmente o Estado atende cerca de 3.800 pessoas ostomizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém, a quantidade material fornecida não atende à demanda dos pacientes.

Para o vereador Renato da Farmácia, o objetivo do encontro é expor aos entes públicos a importância de atender pessoas ostomizadas.

“As pessoas ostomizadas não têm tido muito sucesso junto às secretarias. Nós entendemos que há um momento difícil na questão econômica sendo vivenciado. Porém, esta é uma questão crucial e se não for realizado ações o quanto antes a pessoa ostomizada acaba sendo penalizada duas, uma pela doença e outra pela falta de assistência”, reforçou o parlamentar.

O paciente ostomizado, Rolf Koegler, apontou que diante da na obtenção do material a alternativa encontrada é economizar em bolsas alternativas. “Nessa economia nem tudo dá certo, como a durabilidade desse material. Ele não dura para sempre e como ele é usado na parte mais complicada do ser humano, ali tem acidez é complicado”.

Bolsas em licitação

A atual dificuldade encontrada é pela Secretaria Estadual de Saúde para aquisição das bolsas está processo de licitação que foi embargado pela Justiça. A secretária de saúde do Estado, Karen Bayestorff, destacou que apesar do mandado de segurança, que impede que as bolsas sejam adquiridas, ações emergenciais já vêm sendo tomadas.

“Foi uma ação emergencial que tomamos diante do recebimento do mandado de segurança que impede a aquisição da bolsa 001 e imediatamente fizemos um aditivo de contrato da bolsa 042 e abrimos uma nova licitação. Infelizmente não era o material que eles estavam acostumados a usar”, afirmou a secretária de saúde do Estado.

A presidente da Associação Catarinense de Pessoas Ostomizadas, Candinha Jorge, chamou atenção para o modelo de licitação atual. “O estado tem cinco empresas que fornecem o material, mas devido às licitações e editais estão abrindo espaço para muitas empresas de várias cidades e isso está dificultando as pessoas ostomizadas pela demora do processo”.

Fonte: OCP News

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