Megacólon tóxico e câncer colorretal

Compartilhei informações sobre o megacólon tóxico no texto de ontem (clique aqui para ler). Hoje compartilho, conforme combinado, sobre o câncer colorretal.

A inflamação crônica na mucosa do reto e do intestino grosso pode facilitar o surgimento de displasia e, consequentemente, de câncer colorretal em alguns pacientes. O risco é maior quanto maior for a extensão da inflamação, principalmente nas pancolites. Nos casos em que há inflamação exclusivamente retal, o risco de câncer é igual àquele da população em geral.

Outros fatores elevam as chances de desenvolvimento desta complicação na retocolite ulcerativa como história familiar de câncer colorretal, tempo prolongado de doença (>10 anos) e associação com colangite esclerosante primária.

Em consequência, os pacientes com retocolite ulcerativa com doença localizada além do reto e os pacientes com doença de Crohn colônica extensa (área acometida superior a 1/3 do órgão) são orientados a seguir um protocolo de vigilância após 8-10 anos de diagnóstico com realização de colonoscopia a cada 1-2 anos indefinidamente.

O seguimento adequado com colonoscopias é comprovadamente eficaz na detecção de lesões precoces, o que possibilita o pronto tratamento cirúrgico, evitando-se diagnósticos tardios de lesões avançadas com menor chance de cura.

Fonte: Cartilha GEDIIB – Complicações na Doença Inflamatória Intestinal. Autor: Dr. Marco Zerôncio. Mmbro Titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia, da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva e do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil.

Divulgação autorizada pelo GEDIIB.

Próximo texto sobre as complicações mais frequentes na doença de Crohn

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