Boa tarde! Por aqui uma chuvinha gostosa, tempo fresquinho e me deu vontade de tomar um cafezinho, com um pãozinho, hum… mas conta aqui, você toma café numa boa? Fica com azia? Eu as vezes fico, mas já reparei que na maioria das vezes foram os acompanhamentos que potencializaram essa queimação da azia. Quando eu tomo minha xícara de café com um acompanhamento mais leve, não tenho azia, mas quando rola um pãozinho com manteiga… aí vem aquela queimação (ui!).
A solução? Veja bem, a solução que encontrei para mim, ok? Pode ser que não seja a solução para você, mas não custa tentar. Quando eu vou comer o pãozinho com manteiga, eu tomo café descafeinado e fico bem, quando como tapioca com queijo sem lactose, tomo meu cafezinho normal e fico bem também. O que observei então, são os acompanhamentos que proporcionam a azia no meu caso. É fato que a cafeína é um irritante gástrico, se você não tiver nenhum problema, você toma seu cafezinho e fica numa boa, mas se você tiver refluxo por exemplo, é bem provável que a cafeína contribua para mais um episódio de queimação.
Agora vai um alerta da Farmacêutica Farmale: essa queimação não é nada boa, e não é só pela sensação desagradável, isso também pode causar lesões no seu esôfago, eu já tive e quando não tratada pode ser um problema mais grave para o futuro, até mesmo um câncer de esôfago.
Dica da Farmale: sem querer assustar você, mas sentir essa queimação, sentir que a comida retornou, dor ao engolir, não são sintomas normais e merecem uma avaliação em uma consulta com um Gastroenterologista em vez de correr para a farmácia e comprar algum antiácido. 
 
Saiba que o uso dos antiácidos já se tornou um hábito (perigoso) que faz parte da rotina de muita gente. O número de pessoas que consome esses medicamentos é cada vez maior, sendo os inibidores da bomba de prótons (IBP), a classe preferida, disponíveis no mercado com nomes como omeprazol, pantoprazol e lansoprazol, entre outros.
Vira e mexe a gente encontra uma notícia sobre o mau uso dos antiácidos e o perigo para a sua saúde. O uso prolongado e em altas doses de antiácidos pode causar a má absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, além de fraturas e infecções. 
 

Você sabia que esses remédios também podem causar dependência? Estudos recentes mostram que quem começa a tomar os IBP tem dificuldade para suspendê-los. 

 
Para quem já faz uso de outros medicamentos, tem mais um problema, pois os antiácidos podem interferir na absorção e consequentemente no efeito dos seus medicamentos usuais.
Rogério Hoefer, farmacêutico do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim) do Conselho Federal de Farmácia (CFF), reforça que o uso de “inibidores da bomba de prótons” sem prévio diagnóstico e acompanhamento de um médico pode esconder sintomas. “É possível atrasar o diagnóstico e tratamento adequado de doenças graves, como o câncer do estômago, por exemplo”, alerta.
 
O farmacêutico lembra que esta classe de medicamentos é indicada também no tratamento de outras doenças em que é necessário diminuir a hiperacidez do estômago, como úlcera e gastrite. “O uso prolongado, porém, está associado ao aumento do risco de câncer do estômago, infecções intestinais, pneumonia e anemia por deficiência de vitamina B12”, adverte.
 
Eisig explica que, antes de tomar qualquer medicamento, é aconselhável procurar o médico sempre que houver sintomas frequentes de azia, regurgitação, dor no estomago, náuseas e estufamento. Só o médico poderá fazer uma avaliação minuciosa e solicitar os exames apropriados“, reforça.

 

Automedicação e intoxicação medicamentosa são problemas que preocupam autoridades de saúde no Brasil e que têm destacado a importância do farmacêutico, profissional que trabalha pelo uso racional dessas substâncias. 


Especialmente em portadores de doenças crônicas, que necessitam utilizar muitos medicamentos diariamente, a correta terapia, respeitando os horários e forma de administração da terapia, a avaliação constante sobre os efeitos e resultados obtidos, resultam em maior aderência ao tratamento e em mais qualidade de vida para esses pacientes.

 

O uso dos IBP é uma maneira de as pessoas controlarem os sintomas incômodos, sem fazer mudanças difíceis no estilo de vida, como perder peso ou cortar os alimentos que causam a azia e o refluxo.


Caracterizado pelo retorno de líquidos gástricos, bebidas e comidas do estômago para o esôfago, o refluxo gastroesofágico causa sensações como estômago cheio, náusea, queimação e dor torácica. A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) chama a atenção para maneiras de melhorar a alimentação e escapar do refluxo.

Segundo o endoscopista membro da SOBED, Gustavo Andrade de Paulo, no momento da alimentação, a comida passa da boca para o estômago através do esôfago. Entre eles, existe uma espécie de “válvula” que os separa, evitando que o alimento volte para o esôfago. “Quando o esfíncter esofágico não fecha corretamente, o problema acontece, podendo levar alimentos e líquidos e sucos gástricos a voltarem para o esôfago, gerando o refluxo”.

Pessoas de todas as idades podem ter refluxo. Por meio do exame de endoscopia, é possível detectar a esofagite, consequência do refluxo. Fazer uma pHmetria e esofagomanometria, pode ser necessário em apresentações atípicas da doença.

Comum nos casos de refluxo, o alerta fica por conta do risco da automedicação. “O uso de remédios por conta própria, como os antiácidos, não garante a eficiência, além de acarretar em outros efeitos colaterais ao paciente. Portanto, é aconselhável o acompanhamento de um médico”, completa o especialista.

Confira abaixo 7 maneiras para evitar do refluxo, segundo o endoscopista da SOBED:

 

  1. Procure comer mais vezes ao dia –O ideal é se alimentar de quatro a cinco vezes por dia, a cada três horas e em pequenas porções. Comer demais pode piorar o refluxo.
  2. Não durma após as refeições – É comum o refluxo em pessoas que costumam dormir logo após almoço ou jantar.  O fato ocorre devido à ausência de gravidade, que facilita o encaminhamento do conteúdo gástrico para o esôfago quando a pessoa está deitada.
  3. Diminua a quantidade de café, chocolate e cigarro – As substâncias presentes no cigarro e em bebidas como o café, relaxam o esfíncter esofágico inferior, possibilitando a volta dos alimentos.
  4. Evite bebidas gasosas – Os gases ficam concentrados no tubo digestivo, ocasionando a distensão do estômago, o que facilita o refluxo. Portanto, refrigerantes e águas com gás devem ser evitados.
  5. Evite alguns condimentos –Temperos como a pimenta, podem aumentar a secreção de ácido pelo estômago, aumentando a chance de refluxo. Para a substituição, podem ser utilizadas ervas aromáticas.
  6. Reduza a quantidade de frituras – Alguns alimentos contêm um alto teor de gordura, o que sobrecarrega o estômago e também relaxa o esfíncter, podendo resultar no caminho contrário do alimento.
  7. Fuja das roupas apertadas – Peças justas na região do abdômen, como calças ou cintas e cincos, aumentam a pressão nesta região do corpo, facilitando o refluxo do ácido para o esôfago. 

Fontes:
Farmacêutica Curiosa – Hábito de tomar medicamento para azia traz riscos
Farmacêutica Curiosa – Riscos da automedicação e da interação medicamentosa
Folha de São Paulo – Uso prolongado de antiácidos pode prejudicar a saúde e preocupa médicos
Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) – Especialista ensina 7 passos para evitar o refluxo

Biblioteca Virual em Saúde Ministério da Sáude (BVSMS) – Automedicação
 

Sobre o café descafeinado, eu já fiz um texto aqui no blog e você pode ler clicando nesse link: https://www.farmale.com.br/2016/06/amo-cheirinho-de-cafe-mas-aqui-so.html 

 
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