Quando nos tornamos mães surgem muitos sentimentos ao mesmo tempo, sentimentos que tomam conta da gente de uma forma arrebatadora, amor, culpa, medo, felicidade, insegurança, coragem… Sim! Muita coragem, pois para as mães, coragem é amar com o coração, é um amor que nunca desiste.

Começamos, inevitavelmante, fazendo planos para a cria, queremos o melhor para nossos filhos. Eu como mãe com doença crônica (tenho doença de Crohn) não desejava ter filhos, pois tinha (ainda tenho) medo de em meio à uma crise não conseguir estar sempre presente para minha cria.

Minha gravidez não foi planejada, pois como eu disse, não tinha essa intensão e meu marido aceitou numa boa. A gravidez veio e só desconfiei quando estava indo para o quarto mês! Ah, nem me perguntem como não desconfiei, pois não tem explicação melhor para isso do que: você não queria exergar o que estava na cara, ou melhor, na barriga. Começou então a corrida com exames, encontrar um médico com experiência em doença inflamatória intestinal e gestantes, buscar um Obstetra e fazer planos para o futuro, planos que agora incluíam a Sophia.

Tomava alguns medicamentos na época e precisava escolher entre amamentar ou continuar com o tratamento para a doença de Crohn. Meu médico e o Obstetra foram muito honestos e depois de explicarem tudo deixaram que eu decidisse. Escolhi não amamentar. Um bebê precisa muito da mãe e a mãe precisa muito estar com sua cria, estreitando os laços e mesmo acreditando em todos os benefícios da amamentação, eu optei por manter o tratamento e assim não correr o risco de levar uma rasteira da doença, entrar em crise com hospitalização, cirurgia e além de não amamentar ainda ficar longe da minha cria nessa fase tão delicada. Aqui eu já comecei a entender que coragem é amar com o coração.
Segui a gestação numa boa, fui uma grávida super saudável! Continuei minhas atividades físicas com algumas alterações, passei a fazer algumas atividades com uma Personal Trainer, a Juliana Vidal, alternávamos psicina com musculação, continuei trabalhando em uma farmácia de manipulação de medicamentos alopáticos e homeopáticos (sou Farmacêutica) e em outubro de 2011 Sophia nasceu.

Hoje é Dia das Mães, mesmo sendo mais uma data para incentivar o consumismo, escolhi essa data para contar a vocês que o assunto maternidade relacionado com as DII estará mais presente aqui no blog. Porque sei a dificuldade de encontrar informações relevantes para nós. Espero que aqui no blog possamos trocar idéias, experiências, dicas e apoio para cuidarmos das nossas crias e de nós. Será um espaço para compartilharmos nossas exepriências, um espaço para nos empoderarmos.

Para comemorar esse novo espaço aqui no blog, quero presentear uma mamãe e sua cria com um mimo, e aproveitar para nos conhecermos melhor. Vou deixar um convite para as mães com DII ou mães de filhos com DII contarem sua história de coragem para inspirar outras mães. A mamãe e sua cria com a história mais inspiradora ganharão uma camisa idealizada por uma parceira muito querida, a Marina Ribeiro da Marré Deci, que acredita, assim como eu, que amor de mãe é amor que nunca desiste! 

 

Regras da promoção Conte Sua História

 

A promoção estará disponível para a participação aqui e na fanpage do blog no Facebook, onde vocês poderão deixar uma mensagem contando a sua história para inspirar outras mães.

Vigência da promoção: esta promoção terá início hoje, dia 8 de maio e fim no dia 21 de maio de 2016. No dia 31 de maio/2016 será divulgado o resultado aqui no blog e na fanpage (www.facebook.com/FarmaleAchou), na qual será solicitado que as ganhadoras envie seus dados cadastrais (nome completo e endereço);

Como participar do sorteio? Serão consideradas participantes da “promoção conte sua história” quem escrever um texto relatando sua história seja como mãe com DII (doença inflamatória intestinal – doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa) ou mãe de filhos com DII. O texto deverá ser postado aqui no blog em uma mensagem ou na fanpage do blog no Facebook no link: https://goo.gl/yjRC8T
no período que compreende a vigência da promoção (de 08/05/2016 à meia-noite de 21/05/2016);

Premiação:o prêmio é individual e intransferível, e em hipótese alguma será trocado por outro produto ou convertido em dinheito.  A história mais inspiradora será escolhida pela Marina Ribeiro da Marré Deci, e a premiada receberá uma camisa e mais outra para a sua (s) cria (s).
Disposições gerais:
1. O  frete de entrega dos presentes é responsabilidade da Farmale, válida apenas para território nacional.
2. Serão considerados participantes da promoção as mães com DII ou mães de filhos com DII no período que compreende a vigência da promoção (de 08/05/2016 a 21/05/2016).
3. O prazo para entrega dos prêmios será definido após a data da premiação.
4. Todas as dúvidas e/ou questões surgidas nesta promoção serão solucionadas pelo promotor (Farmale), considerando sempre as normas de proteção ao consumidor. Das decisões da empresa promotora não caberá nenhum tipo de recurso.

5. Todas as participantes da “PROMOÇÃO CONTE SUA HISTÓRIA” autorizam, a partir do envio da sua história, a divulgação de seus nomes e história nas redes sociais Farmale.

Já conhecem a loja Marré Deci? É uma empresa familiar que cria para outras famílias. Que sabe que trabalhar é bom. Que gentileza se multiplica. Que é a favor do empoderamento da mulher. Contra a diferença entre gêneros e qualquer tipo de preconceito. Um empresa que deseja aprimorar a vida de cada um e, desta forma, quem sabe todos nós, juntos, fazemos este mundo um pouquinho melhor! O link da loja é esse aqui http://goo.gl/G9AGFP e para a sua primeira primeira compra use o cupom FARMALE e ganhe 10% de desconto.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Ser mãe……
    Com certeza não existe melhor presente de Deus em nossas vidas. Um amor incomparável e até mesmo inexplicável. Meu nome é Regina tenho 30 anos e tenho um filho de 9 anos chamado Ryan. Certo que não foi uma gravidez planejada por mim e meu esposo mais foi sim planejada por Deus. Pois saberia Deus que um dia esse filho seria meu motivo para não desistir de lutar pela minha vida.
    A 4 anos descobri que sou portadora da doença de Crohn ao qual luto até hj pela tão sonhada remissão.
    Eu descobri a doença por causa de uma perfuração no intestino que me levou a uma internação de dois meses. Durante esse tempo meu filho com cinco anos eu hospitalizada e pela primeira vez me sentindo só como se faltasse algo dentro de mim. Meu filho nasceu prematuro de 31 semanas e precisou de passar um tempo no uti neonatal tive que ir embora do hospital sem ele nos braços e prometi a mim mesma que eu nunca o abandonaria que sempre seria meu alicerce para sempre qdo enfim chegasse aos meu braços que com certeza foi o dia mais feliz da minha vida….
    Pois bem depois de cinco anos sempre do lado dele tava eu internada e sem ele ao meu lado. Foram dias difíceis eu sempre questionando como quebrei minha promessa a de nunca abandona-lo??? Sei que não estava ali por vontade própria. Minha saudade ia aumentando a cada segundo junto com minha vontade de desistir da vida.
    Muito triste ficar longe de alguém que amamos mto. Numa noite sonhei com ele e a partir desse dia tomei a melhor decisão de minha vida. Decidi que iria lutar que o Crohn não ia ganhar e mais ainda não ia me impedir de ver meu filho crescer….
    Confesso que o crohn me tirou várias coisas e luto contra ele até hj. Já foram mais três cirurgias e várias internações mas sei que independente de qualquer coisa ou doença tenho sempre alguém me esperando com aquele sorriso e aquele beijinho que sara qualquer dor….
    Aprendi muito com a doença de Crohn principalmente a amar mais e aproveitar cada segundo de minha vida. E é isso que tento fazer curti cada fase do meu filhote. Com certeza ele é e sempre será meu maior motivo para lutar…
    Amo ser mãe e amo mais ainda ser cuidada e poder cuidar dele com maior amor do mundo…. Eu jamais vou desistir da vida pois eu sim tenho um grande motivo pra lutar pois minha vida tem nome e sobrenome. Ryan Marques……….

  2. Meu maior sonho sempre foi ser Mãe. Casei aos 18 anos e desde os 14 já convivia com a Doença de Crohn, da qual sou portadora. Ingressei na faculdade e não me sentia pronta para ter um bebê. Porém, em 2011, meu marido e eu achamos que era chegada a hora de dar esse passo tão importante na vida de um casal. Engravidei, tive um aborto espontâneo e em dezembro de 2011 engravidei novamente. A cada mês era uma emoção e a doença nesse momento ficou adormecida. Em setembro de 2012 veio ao mundo aquela pessoinha que me fez e faz ver o mundo de outro jeito. Incontáveis vezes me perguntei como pude viver tanto tempo sem ela ao meu lado. Por ela busco viver intensamente e aproveitar cada segundo. Sei o quanto deve ser ruim para ela me ver com dor pois diversas vezes ela me vendo encolhida, perguntava o que eu estava sentindo e, ao dizer que a barriga doía, ela inocentemente levantava minha blusa e dava um beijo, tal como toda mãe faz quando seus pequenos se machucam. Sinto-me privilegiada por ter gerado uma vida, embora eu nunca tenha visto a doença como um empecilho à realização desse sonho e encorajo todas as "irmãs intestinais" a fazerem o mesmo, caso essa seja a vontade delas. Para Deus nada é impossível e poder acordar todos os dias pela "despertadora" mais linda, amorosa e fofa a gritar MAMÃE faz tudo valer a pena. Ser mãe é um amor que transborda e nos faz ter forças para superar todas e quaisquer dificuldades!

  3. Por esses dias fui convidada a dar um depoimento como mãe, sendo portadora de uma Doença Inflamatória Intestinal (DII). Confesso que pensei nos relatos que constam no meu livro, mas sabia que precisava ser algo diferente, especial. Então aceitei como um desafio e para minha surpresa, nem foi desafiador como eu imaginava que seria. É que escrever sobre o que se tem domínio é muito fácil. E já sou mãe há 25 anos…

    Ser portadora de DII e mãe, ao mesmo tempo, só engrandeceu a segunda situação. A maternidade nos transforma em protetoras, cuidadoras, amantes da cria. Mas se temos um problema, uma dor, uma queixa, guardamos pra gente apenas pra proteger quem amamos de fato. Não sei se é o certo, mas é o que o coração direciona a razão a fazer. Poupar quem amamos é também poupar dor. Não queremos ver nossos filhos sofrendo pelo nosso sofrimento e, caso isso aconteça, sofremos a dor da doença mais a dor do filho. Então, até por economia de dores, nos guardamos.

    Minha filha aprendeu, desde a infância, a conviver com uma mãe, paciente de uma doença crônica. Mas aprendeu também que nem por isso sou o tempo todo doente. Tento manter minha cabeça sã, meu sorriso são, meu corpo são. Claro que escorrego, assim como a doença, mas eu tento. E tentar vale muito. São nessas tentativas que também caminho como mãe. Sempre tento ser melhor.

    Por isso, com toda a certeza desse mundo, posso garantir que ser mãe sendo portadora de DII me fez ser uma mãe melhor. Pelo menos assim penso. Valorizo mais a vida e com isso, valorizo mais meus momentos com minha filha. Meus mimos são querendo o melhor e meus sorrisos, mesmo tristes, são com objetivo certeiro. Amo minha filha, amo ser mãe. Amo amar a vida e agradeço a chance de passar por tudo isso e assim, ser mais do que eu poderia ser se não fosse a DII. Nada nos acontece por acaso, tudo tem um propósito. Meu propósito sempre será amar mais e melhor.

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