teste de triagem neonatal, mais conhecido como teste do pezinho (ou teste de Guthrie), faz parte de um importante programa de saúde pública no Brasil, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Incluído em todo o país por meio da PORTARIA Nº 822, DE 06 DE JUNHO DE 2001, esse programa tem a finalidade de auxiliar o diagnóstico de algumas doenças e distúrbios do metabolismo, permitindo o início precoce do tratamento e manejo específico.

Sábado, 6 de junho, é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data criada pelo instituído pelo Programa de Triagem Neonatal (PNTN) com o objetivo de conscientizar o público e os profissionais de saúde sobre a relevância do Teste do Pezinho na triagem neonatal.

O Teste do Pezinho chegou ao Brasil ao final dos anos 70. Inicialmente objetivava detectar o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria. Em 1992, passou a ser obrigatório em alguns estados brasileiros. Já o PNTN visa acolher todos os RN, pois não somente o teste precisa ser feito, mas também porque os bebês precisam de acompanhamento de acordo com o resultado do exame.

Desde então, todos os Estados foram habilitados neste programa, que engloba a identificação precoce de doenças, a expansão da cobertura populacional e a procura ativa de pacientes suspeitos de serem portadores de doenças que podem ser triadas pelo teste. Com isso, as famílias não só são informadas a respeito do resultado, mas podem ser convocadas para que uma nova coleta seja efetuada com o intuito de confirmar qualquer alteração.

O Teste Básico abrange a triagem das seguintes doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. O Teste Ampliado pode detectar até 20 doenças, o PLUS 23, o Master 28, o Expandido 46 e o Completo pode identificar até mais de 60 doenças.

Para a realização do Teste do Pezinho são necessárias poucas gotas de sangue do calcanhar do neonato coletadas em papel filtro. O período correto para a coleta da amostra não deve ser inferior a 48 horas de alimentação proteica e não deve exceder 30 dias do nascimento; entretanto, o período ideal encontra-se entre o terceiro e o sétimo dia após o nascimento do bebê.

Com o teste é realizada a triagem

Se o resultado do teste do pezinho estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) e o bebê é reconvocado para fazer novos exames, que podem confirmar ou excluir a doença para a qual a triagem foi alterada. Os casos são acompanhados na Atenção Especializada do SUS, através da Rede de Atenção à Saúde – RAS / Rede Cegonha e a Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência.

Rede de coleta

As famílias podem buscar a realização do teste do pezinho comparecendo à Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de casa, por exemplo. O SUS oferta o exame em uma rede de coleta que conta com 22.353 pontos  estabelecidos em USF, UBS e maternidades espalhadas por todo o Brasil. Além desses pontos, existem 30 SRTN, habilitados pelo Ministério da Saúde, sendo um em cada estado, Distrito Federal e quatro no estado de São Paulo, os quais contam com médicos especialistas e equipe multidisciplinar para atender a todas as crianças diagnosticadas com as doenças do escopo do PNTN.

Fontes:
Pebmed – Dia Nacional do Teste do Pezinho: conheça esse exame que salva vidas
Pebmed – Teste do pezinho: como realizar e quais interferentes?
Ministério da Saúde reforça a importância do Teste do Pezinho entre o 3º e 5º dia de vida

Informação importante para o momento atual: Nota Técnica Nº 02/2020 – Orientações para a manutenção do Programa Nacional de Triagem Neonatal Biológica (Teste do Pezinho) durante a Pandemia de COVID19 – 19/05/2020

O Teste do Pezinho é fundamental, mas pode ser ainda melhor. Assine aqui a petição a favor do Teste do Pezinho Ampliado.
Link para assinar: https://maequeama.com.br/teste-pezinho/

Participe da Live ARARTriagem Neonatal e as dificuldades das associações na pandemia“, dia 5 de junho, 17 horas com Cristiano Silveira @silveiracm, Biólogo e Presidente da Associação de Fibrose Cística do RJ @acamrj. Mais informações: www.farmale.com.br/live-alianca-rara-rj/

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