Existem pelo menos 165 vacinas contra a covid-19 sendo desenvolvidas atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

O que todo mundo quer saber é quando uma delas vai ficar pronta para que a gente possa finalmente deixar essa pandemia para trás.

No caso do novo coronavírus (SARS-CoV-2), as principais tentativas de vacina têm sido desenvolvidas com base em uma proteína que está na superfície do vírus, que se chama SPIKE. É através dessa proteína  que o vírus se liga a receptores chamados de ACE2, que estão nas nossas células, e essa ligação (SPIKE + ACE2) faz com que ele entre nas células.

Hoje vamos conversar sobre uma dessas vacinas, denominada BNT162b1 da farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.

BNT162b1 – Vacina baseada em RNA mensageiro (RNAm)

Essa técnica do RNA mensageiro é considerada bastante inovadora.

Para produzir esse tipo de vacina, a molécula de RNAm é produzida em laboratório e aplicada no paciente. Ao entrar no organismo, nossas células terão a informação necessária para produzir uma das proteínas que compõem o vírus. Assim, o sistema imunológico identifica essa proteína como um patógeno, um corpo estranho que precisa ser combatido, incapaz de causar uma infecção, mas o suficiente para produzir uma resposta imune. Inicia-se, então, uma resposta imunológica.

Últimas notícias sobre a vacina BNT162b1

  • A vacina BNT162b1 da farmacêutica americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech, está na fase 3 de testes. A expectativa é testar a vacina em aproximadamente 30.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos no mundo. Desse total, 1.000 serão testados no Brasil. Se tudo der certo, a expectativa é que a eficácia da vacina seja comprovada até o outubro. A empresa espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano. Outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem.
  • No dia 18 de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que a ampliação dos estudos de teste clínico da vacina da farmacêutica americana Pfizer e da alemã BioNTech no Brasil. Segundo o órgão, a ampliação dos testes irá dobrar o número de voluntários, passando de 1 mil para 2 mil.
  • Além da ampliação do número de voluntários, a Anvisa também mudou o corte da faixa etária para os testes, anteriormente fixado nos 18 anos. Ainda de acordo com a agência reguladora, “solicitações para a ampliação do número de voluntários, entre outras alterações, são comuns em testes clínicos”.

Importante lembrar: Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

Fiquem ligados aqui e na ALEMDII, que teremos novidades!

Fontes:
Blogs de Ciências da Unicamp
Revista Galileu – Como funcionam as vacinas testadas no Brasil contra a Covid-19
Revista Galileu – Como funciona a vacina contra a Covid-19 testada pela Pfizer
R7
Exame
Ifomoney
Phase 1/2 Study to Describe the Safety and Immunogenicity of a COVID-19 RNA Vaccine Candidate (BNT162b1) in Adults 18 to 55 Years of Age: Interim Report. Mark J. Mulligan, et al

Covid-19 – Cenário de vacinas candidatas (https://www.who.int/publications/m/item/draft-landscape-of-covid-19-candidate-vaccines)

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